- home
- news
- coolmagazine
- cooltv
- coolpodcast
- coolradio
- agenda
- 100 Cool Places
- coolgallery
- cool awards
- coolgirl
- edições anteriores
- coolinks
- contato
- expediente
O Mago dos teclado
|
Não é a toa que Jean Michel Jarrè é considerado o pai da música eletrônica no mundo. Filho do músico Mauricio Jarrè, que o abandonou ainda criança partindo para os Estados Unidos para compor trilhas sonoras. O instrumentista nascido em 1948 na cidade de Lyon, na França, começou cedo sua carreira, ao entrar com cinco anos de idade para estudar piano no conservatório de Paris. A geração vivida por Jean Michel não foi fácil, o sentimento do pós-guerra era muito presente na sociedade europeia. Criado por sua mãe, antiga militante da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e seus avós, podemos afirmar que a música estava na alma da família, já que seu avô foi um dos inventores das Pick-ups, a famosa mesa de som das rádios francesas. Michel Jarrè montou sua primeira banda em 1964, a Mystère IV. Três anos mais tarde formou o grupo Dustbins, que ganhou o festival musical de Paris, além de fazer uma ponta no filme “Des Garçons et des Filles” no ano lendário ano de 1968. O músico começou então a produzir e escrever letras para vários artistas franceses, além de jingles comerciais. Mas foi no ano de 1971 que Michel Jarrè se consagrou, ao se tornar o músico mais jovem a se apresentar na ópera de Paris. Ele escreveu e interpretou a peça AOR (“luz” em hebreu) para um ballet. Já famoso na cena musical parisiense, Jarrè conheceu Francis Deyfrus, que era dono de várias gravadoras independentes na França e investiu para que o músico abrisse seu próprio estúdio. O selo Disques Deyfrus posteriormente distribuiria os seus álbuns. O álbum Oxygene de 1976 chegou a vender 12 milhões de cópias, tornando o produtor uma figura famosa na cena musical. Já em 1977, a revista americana People, elegeu Jarrè como a personalidade do ano. Outro episódio marcante na carreira do músico foi o concerto que ocorreu no dia 14 de julho de 1979 e contou com a presença 1 milhão de pessoas; até o roqueiro Mick Jagger que também estava presente declarou que nunca tinha visto nada igual antes em sua vida. TrabalhoAo popularizar a música instrumental pelo mundo todo, o trabalho de Jarrè sempre esteve à frente de seu tempo e seus arranjos que sugeriam um novo momento e a presença de efeitos especiais deram ao mundo da música uma nova arte de composição: surgia uma nova maneira de explorações tecnológicas nas gravações. O resultado desse novo conceito foram os álbuns Equinoxe de 1978, Magnetic Fields de 1981 e Zoolook de 1984, trabalhos que levaram Michel ao estrelato. Sempre inusitado, o músico não perde a chance de se destacar através de seu talento. Em 1986, Jarrè trabalhou em um concerto com a Nasa, onde um astronauta iria tocar saxofone no espaço. Após o acidente ocorrido com a espaçonave planejada para ir à órbita, a música foi gravada com outro saxofonista e tanto a música Last Rendez-Vous - Ron’s Piece como álbum Rendez-Vous foram dedicados aos mortos no acidente. Com 26 álbuns no currículo, tanto ao vivo como em estúdio, sua felicidade foi abalada quando a querida amiga Princesa Diana faleceu sem poder prestigiar o concerto Oxygen In Moscow, feito uma semana depois da morte da princesa e onde Jarrè lhe prestou uma bela e emocionante homenagem. Devido a burocracias políticas brasileiras, nunca houve uma apresentação do músico em terras tupiniquins. Devido às várias tentativas de se apresentar aqui, é apelidado de “Sinatra dos anos 90”. Já nos anos 2000, por sua rica história de vida, Jarrè interpretou a si mesmo no filme “Le Dernier Plan”. Sempre inovando na arte de produzir, o mago da música eletrônica consegue converter seus concertos em verdadeiros espetáculos. A música se encaixa neste show como um arranjo que dá vida àquilo que Jarrè deseja transmitir. Bom espetáculo!
![]() |