|
Este ano deve ser um marco na vida de Deborah Secco. A atriz, de 31 anos, completa 24 de carreira e estreia como protagonista no cinema em Bruna Surfistinha, longa que atingiu a marca de dois milhões de espectadores em menos de um mês de exibição. Além disso, em 2011, a atriz volta ao horário nobre com uma personagem que lhe exige o corpo escultural. Mas a menina-mulher, cuja vida pessoal é preservada com afinco, continua um mistério para os brasileiros – mesmo que tenha compartilhado um pouco de sua intimidade neste papo com a Cool.
“Bruna Surfistinha” foi o primeiro longa-metragem como protagonista de sua carreira. Qual era a expectativa e como se sente hoje, sabendo que o filme se tornou sucesso de bilheteria?
Realmente fico muito feliz! Mas a minha maior expectativa com esse filme era que as pessoas me conhecessem melhor como atriz, e acho que isso eu consegui.
Este ano você completa 24 anos de carreira. O que mudou da atriz de Confissões de Adolescente (papel que a alçou à fama) para a de Insensato Coração (atual novela do horário nobre da Globo)?
Acho que nada. Tenho as mesmas vontades, os mesmos medos, os mesmos sonhos que tinha quando criança. A Deborah como “pessoa” amadureceu, mas a Deborah “atriz” continua igual, com os mesmos desejos.
Você está no ar hoje como Natalie Lamour, em que vive uma ex-participante de um reality show que faz de tudo para se manter sob os holofotes da fama, e é fã declarada de BBB, já até esteve confinada na casa por um dia. Por que este interesse em reality show?
É uma forma de eu observar diversos tipos de pessoas. Quando me tornei uma pessoa conhecida, observar ficou cada vez mais difícil, passei a ser “a observada” e não “a observadora”. E observar é uma das maiores matérias-primas do ator.
Como é a preparação para interpretar um papel e até que ponto você acha que consegue separá-lo de sua personalidade (e, consequentemente, de suas opiniões e julgamentos etc)?
O processo é particular para cada um, a minha regra é não misturar a ficção com o real. A Deborah não vai para o set com sua ética e pudores, e as personagens não vão para minha casa. Cada qual no seu devido lugar.
Você já encarnou mocinha, vilã, garota doce e ingênua, prostituta, maria-chuteira, freira, sex symbol e até “menino”. Ainda há algum personagem ou estereótipo que gostaria de interpretar? Se sim, por quê?
Vários. Tudo que ainda não fiz, tudo que seja diferente de mim. No dia que não tiver essa vontade acho que é hora de parar, mas isso está MUITO longe de acontecer.
Qual a melhor parte de ser atriz?
O melhor é você fazer o que gosta e, definitivamente, é isso que eu amo fazer na vida!
Como você define o atual momento da sua carreira?
Acho que é uma fase de colher coisas que venho plantando nesses últimos anos.
Quais as expectativas para 2011 e os projetos futuros?
Por enquanto, quero me dedicar à novela e continuar procurando histórias que quero contar no cinema, personagens que sejam interessantes.
Como mantém a forma e a beleza?
Hoje estou mais regrada, pois faço uma personagem que exige um corpo diferente do meu, mas basicamente acho que a disciplina é o segredo. Comer bem, fazer exercícios com regularidade, e ser feliz acima de tudo.
Dentre as atrizes brasileiras, você é uma das que mais preservam a vida pessoal (apesar de ser uma das que mais instigam o público). Qual a importância de manter privada a sua intimidade?
Esse limite é importante para mim. Antigamente, por falta de maturidade eu falava coisas das quais me arrependia depois. Com o passar dos anos aprendi a me respeitar e a dizer não. Saber o que é bom ou não para mim. E acho que hoje estou conseguindo fazer isso de uma forma legal.
O que é Cool para você?
É ser você mesma, se aceitar.
|