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Edição #94

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Atitude Cool

Texto: Stephanie Kohn
Fotos:
Divulgação

GRREN BUILDINGS

Como a construção sustentável pode ajudar a diminuir os impactos ambientais e o que o Brasil tem feito para contribuir com esta novidade

Envoltos na onda da sustentabilidade, cada vez mais tentamos tornar nossas vidas o mais natural possível. os alimentos, o combustível, a roupa e agora as casas, que para quem pensou ficaria de fora dessa onda “verde”, se enganou. a indústria da construção civil é a que mais retira matéria-prima da natureza, além de ser responsável por um imenso volume de entulho gerado, por isso tem sido um dos assuntos mais recorrentes no mundo da ecologia. a preocupação com os impactos ambientais causados pela construção civil é recente, porém depois das descobertas, diversas organizações e construtoras de obras sustentável têm sido criadas com o objetivo de oferecer soluções inovadoras para área, incentivando a indústria a desenvolver produtos mais adequados ao meio ambiente. o termo “construção sustentável” foi proposto pela primeira vez pelo professor Charles Kibert, durante a primeira Conferência internacional de Construção Sustentável, em 1994, e segundo ele, “é a criação e gestão responsável de um ambiente construído saudavelmente, tendo em consideração os princípios ecológicos e a utilização eficiente dos recursos”. também conhecidas como Green buildings, estas construções se utilizam dos recursos mais simples como escolher materiais de baixo impacto ambiental, e empregar captação e o reaproveitamento da água da chuva, a utilização da iluminação natural, de materiais reciclados e o uso correto dos sistemas de energia. “qualquer ação que vise racionalizar e otimizar os processos de consumo, além dos sistemas construtivos, é essencial para uma construção sustentável”, comenta joão paulo rubiano barbosa, arquiteto – jprb arquitetura porém, segundo vanderley Conselheiro e Dire-tor do Conselho brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), para equilibrar os impactos ambientais e sociais com os resultados econômicos, não devemos pensar somente na construção civil. o foco é o ciclo de vida do edifício, pois a maior parte dos impactos ambientais e sociais ocorre ao longo da utilização do edifício e mesmo a demolição tem impacto importante. “a definição do que é construção sustentável precisa ser feita localmente pelos participantes do processo. esta é uma tarefa a ser cumprida no brasil, por isso o CBCS deverá iniciar uma colaboração com diferentes entidades para formulá-la”, diz.

Outra questão bastante discutida é a viabili-dade econômica da construção sustentável. para muitos, o que impede que os profissionais do mercado e até mesmo as construtoras assentirem à construção sustentável é o medo do encarecimento dos materiais. para vanderley a viabilidade econômica é uma das três condições da sustentabili-dade, portanto se não houver esta condição, não há sustentabilidade. “existe no mercado um grande número de soluções mais baratas que vão desde aeradores de torneira, a cimento com baixo teor de clinquer”, comenta. já joão paulo acredita também que em qualquer análise final, percebe-se que o uso de materiais sustentáveis proporciona maior economia por garantirem uma relação ideal de custo-benefício. o combate ao desperdício de materiais também é uma atitude fundamental para a sustentabilidade e pode de fato reduzir os custos da construção. “É importante que os consumidores fiquem atentos e procurem se informar em detalhes sobre as características do projeto e ações da empresa responsável. para facilitar, podemos procurar selos certificadores, que avaliam e, portanto, garantem a sustentabilidade do produto. no caso da construção civil, existe o leeD, um selo internacional,

GARRAFAS AQUECIDAS

Para quem já pensa em começar a usufruir dos benefícios da construção sustentável, já pode pensar em algo simples e totalmente de acordo com a ideologia dos Green buildings. Garrafas pet, caixas de leite e tubos de pvC são alguns dos materiais que precisamos para construir um aquecedor solar totalmente reciclável, e começar desde já a ajudar o meio ambiente. o dono dessa grande idéia foi o Sr. josé alano que, desde 2002, vem construindo essas peças baseado nos aquecedores convencionais, porém muito mais barato e fáceis de manusear. apesar de parecer praticamente impossível fabricar algo tão complexo com materiais tão simples, ao entender a funcionalidade tudo se torna possível. as garrafas pet transparentes envolvem os tubos de pvC e as caixinhas de leite, que são pintadas de preto para absorver mais calor, então, a água passa por dentro dos canos e é aquecida durante o percurso até a caixa-d’água, que precisa ficar em um plano mais elevado para facilitar a saída da água fria. São necessárias 200 garrafas pet para aquecerem cerca de 200 litros de água, e esta é a dimensão que josé indica para uma casa com quatro pessoas.

Comparando a um sistema de aquecimento solar convencional, com capacidade para aquecer 400 litros de água, o aquecedor reciclável está cerca de r$1.500,00 mais barato. já o preço do aquecedor reciclável, já patenteado, depende da quantidade de material que a pessoa tem em mãos, mas, estima-se que o investimento chegue a r$ 300,00. atualmente josé tem uma parceria com a Secretaria de estado do meio ambiente do paraná, e oferece oficinas práticas para divulgar seu projeto. Se você tem interesse em montar seu próprio aquecedor, o manual de desenvolvimento do produto está disponível na internet com fotos e explicações detalhadas, confira.

http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/meioambiente/solar.pdf

que avalia empreendimentos imobiliários”, diz ana lúcia berndt, Diretora de novos projetos da Soma agência de Comunicação Sustentável. atualmente o brasil já conta com um Conselho brasileiro de Construção Sustentável (CbCS), além de diversas construtoras e agências segmentadas, que promovem a estruturação do setor com o aumento progressivo de critérios sustentáveis.

Para saber mais, acesse: www.cbcs.org.br / www.jprb.arq.

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