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Edição #95

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Carolina Herrera

Texto: Bruna Manzano
Fotos: Divulgação

MUITO MAIS QUE UMA ESTILISTA DE SUCESSO, CAROLINA É UM MULHER VISIONÁRIA. E SUA FILHA, CAROLINA HERRERA JR. NÃO FICA ATRÁS, HERDOU TODOS OS ÓTIMOS GENES.

María Carolina Josefina Pacanins y Niño nasceu em Caracas, Venezuela. É a segunda de quatro irmãs, nascidas do casamento entre Guillermo e Maria Cristina Pacanins, descenden­ tes de fazendeiros e políticos de ascendência es­ panhola, estabelecidos na Venezuela há mais de 400 anos. Nessa época, a Venezuela possuía um forte sabor colonial. Seu pai a introduziu no uni­ verso do hipismo, esporte que começou a prati­ car com grande êxito, embora o que realmente gostasse era galopar com seu cavalo pelas pla­ nícies da Venezuela. Um amor pelos animais que até hoje se reflete nos seus cuidados com seu cachorro Gastão, fiel testemunha das criações de Carolina em seu estúdio de Manhattan.

Carolina também sempre demonstrou inte­ resse pela moda e pela perfumaria. Fazia suas próprias fragrâncias, combinando diversas essên­ cias aromáticas, na casa de sua amiga Ana Mer­ cedes. E continuou a fazê­las até o lançamento de sua primeira fragrância, em 1988. Também brin­ cava com suas roupas, combinando­as das mais variadas formas, inclusive vestindo as jaquetas do lado avesso. Aos 13 anos, um fato marcou sua vida: sua avó a levou a um desfile de Cristobal Ba­ lenciaga em Paris. Na Cidade Luz, Carolina des­ cobriu sua inspiração num dos grandes criadores da moda do século XX. Até hoje, Carolina busca inspiração na figura de Balenciaga.

Com 25 anos, começou a trabalhar na área de Relações Públicas da filial venezuelana da Pucci. Caracas gozava, naquela época, de um alto pa­ drão de vida, em que as damas da sociedade usa­ vam as criações dos estilistas europeus da alta costura. Carolina continuava desenhando roupas e, graças a seu bom gosto, conquistava cada vez mais clientes, dentre as mulheres mais elegan­ tes e bem vestidas do mundo. Entre 1971 e 1980, ela aparecia na lista internacional das mulheres mais elegantes.

Em setembro de 1980, apresenta sua primeira coleção e recebe boas críticas. Quando retorna à Caracas, firma sociedade com o investidor vene­ zuelano Armando de Armas. Depois, se estabele­ ce definitivamente em Nova Iorque com seu ma­ rido e suas filhas. Abre um pequeno showroom e começa a trabalhar em sua primeira grande cole­ ção, apresentada em abril de 1981, no Metropoli­ tan Club. O evento, que contou com a presença de grande parte da sociedade nova­iorquina, culmi­ nou com a aparição de Carolina no final. A partir daí, encontrou seu lugar no universo da moda, afinal, não desenhava os vestidos com a intenção de ser reconhecida mundialmente, mas para que as pessoas que os vestissem se sentissem bem.

No final dos anos 80, fechou um acordo com uma empresa espanhola de perfumaria, Antonio Puig S.A., para lançar uma linha de fragrâncias. Carolina se lançou nessa nova empreitada com muita seriedade e dedicação. Suas primeiras fragrâncias, Carolina herrera (1988) e herrera for Men (1991), em pouco mais de uma década se transformaram em verdadeiros clássicos do mundo das fragrâncias, e continuam tão atuais como no dia de seus lançamentos. Encorajada por esses êxitos, lançou os perfumes Flore (1994) e Aquaflore (1996). Logo viria o lançamento de 212, uma fragrância urbana e fresca, desenvolvi­ da por sua filha Carolina Adriana — colaboradora de Carolina herrera desde então —, que se tornou um grande sucesso da marca.

O novo século trouxe novas perspectivas para Carolina herrera. Ela mantém sua primeira linha, Carolina herrera New York, e lança a segunda, a Ch. Serão abertas 40 lojas em todo o mundo para comercializar esta nova linha de roupas e aces­ sórios. Mas seu gênio criativo não se esgota aí: ela planeja lançar novas fragrâncias, cosméticos e produtos de beleza, para tornar a mulher cada vez mais feminina.

Carolina e sua filha, Carolina herrera Jr. estiveram no Brasil para o lançamento da sua mais nova fragrância, CH – Carolina herrera. A Cool Magazine bateu um papo com as duas sobre moda e perfumaria.

1) O Brasil é um mercado bom para a sua marca? Como está sendo a aceitação da nova fragrância?
CH – Um mercado fantástico! A aceitação de CH tem sido muito boa, assim, como sempre fo­ ram as de todas as nossas outras fragrâncias.
CH Jr – CH veio para consolidar o relaciona­ mento que já temos com o mercado brasileiro desde 212 feminino e masculino.

2) A embalagem do perfume é sempre um fator importante?
CH Jr – Com certeza! É o contato inicial com o produto. Sempre tem que ser muito bonita. Claro que o sucesso é garantido pela fragrância, mas o vidro tem que chamar a atenção.

3) Qual é o segredo para estar bem vestida?
CH – Não ser “fashion victim”. Respeitar sua personalidade, seu estilo, seu corpo. Se você não se sente bem na roupa, você nem sequer conse­ gue se movimentar com desenvoltura. Fica dese­ legante!
CH Jr – Se sentir bem na roupa. Não copiar o estilo dos outros, ter seu próprio. Se conhecer!

4) Conhece a moda brasileira?
CH – Muito pouco. Apenas alguns estilistas como Carlos Miele e os biquínis da Rosa Chá, por­ que ambos desfilam em Nova Iorque. Aliás, vocês brasileiras tem corpos lindos para usar biquínis.

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