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Texto: Stephanie Kohn
Fotos: Divulgação
JOVENS DESIGNERS BRASILEIROS ENCONTRAM UMA SOLUÇÃO ÚNICA PARA MINIMIZAR A QUANTIDADE DE BITUCAS DE CIGARROS JOGADAS PELA CIDADE
Os cigarros nunca foram um acessório de moda, ou algo em que pudéssemos pensar em outra utilidade a não ser fumá-los, não é mesmo? engano nosso, a dupla de designers, Fauzi nasreddine, 22 e Jefferson vasconcelos, 25, após uma longa pesquisa e muita curiosidade sobre o assunto, encontraram uma utilidade inédita para os filtros de cigarros jogados nas grandes metró-poles: desenvolver tecidos a partir das bitucas recolhidas.
Segundo uma pesquisa do Datafolha, das 15 mil toneladas* de lixo produzidas diariamente na cidade de São paulo cerca de 13 toneladas são bitucas de cigarros. com estes dados alarmantes os jovens resolveram fazer algo para cooperar com a reciclagem deste resíduo que demora até cinco anos para se decompor. “no começo algumas pessoas achavam que éramos loucos e que esse lixo não servia para nada. mas para nós foi simples: enxergamos um problema e decidimos gerar uma solução para ele”, comenta Fauzi. a dupla passou um ano tentando entender como os filtros de cigarro funcionam e o que poderia ser aproveitado dali. assim, eles descobriram que dentro da bituca existe um material muito parecido com o algodão. e que ao passarem por um processo de limpeza - onde se retira a coloração amarelada e o cheiro da nicotina -, transformamse no acetato de celulose que dá origem a um tecido muito comum no mercado, o rayon. Surgiu então a proposta de fabricação do eco rayon, ou seja, um tecido fabricado 100% de material reciclável.
RAYON
O Rayon foi desenvolvido para substituir a seda, sendo uma espécie de seda artificial que tem as mesmas características da normal, porém é mais barato. isso o torna um tecido muito fino e com o altíssimo valor sustentável agregado.
“O intuito é fabricar o tecido principalmente para o mercado têxtil, na produção de roupas, bolsas e acessórios. Porém, o mercado moveleiro (revestimento e enchimentos) e o setor automotivo, também tem se mostrado promissor”, diz Jefferson. “estamos avaliando também a possibilidade de desenvolver da mesma matéria-prima, um produto para fabricação de ataduras e outros mate-riais para a indústria hospitalar”, finaliza. ao se tratar de celulose, o custo da coleta deverá ter um preço próximo do quilo de jornais e revistas reciclados, o que hoje no mercado está em torno de r$0,18 o quilo. os custos referentes à produção do tecido são variáveis, porém o quilo de filamento do rayon custa aproximadamente r$17,00 e a dupla espera que o eco rayon seja cerca de 15% mais barato. o projeto visa um trabalho em conjunto com a sociedade, cooperativas de reciclagem, catadores, associações de bares e restaurantes, casas noturnas, centros empresariais entre outros. “estamos felizes, pois percebemos que existe grande aceitação na reciclagem do material. algumas cooperativas estão dispostas a fazer a coleta, assim como os catadores informais”, comenta Fauzi. “estimase que com um 1 kg de filtros coletados pode-se obter aproximadamente 1 kg de tecido. isso porque se as bitucas não estiverem queimadas poderão ser 100% aproveitadas”, finaliza. o projeto de reciclagem dos filtros de cigarro encontra-se em pleno desenvolvimento e os jovens profissionais estão em busca de parceiros e investidores que tenham interesse em desenvolver o projeto.
*Em São Paulo existem 2,5 milhões de fumantes - pesquisa realizada pelo Datafolha com pessoas acima de 18 anos - que fumam em média 12 cigarros por dia.
Contatos:
Fauzi Nasreddine (11) 8569-9321
Jefferson Vasconcelos (11) 8123-5480
VERDE NA CABEÇACOBERTURAS ECOLÓGICAS DIMINUEM ENCHENTES, TEMPERATURAS ELEVADAS E AINDA EMBELEZAM A ESTÉTICA DAS GRANDES CIDADES
Na Europa o cinza pode estar em alta na moda, mas nas paisagens metropolitanas passa longe. basta abrir uma janela para se deparar com um belo e verde jardim em cima dos telhados das casas mais cool do continente. a novidade é uma só: coberturas ecológicas. estas coberturas, ou os “ecotelhados” estão se tornando comum na maioria dos países europeus. na alemanha, por exemplo, 14% das casas têm construções suspensas. mas por aqui, ainda não se espalhou esta novidade, apesar de o produto já estar à venda. mais duráveis que os convencionais, os “ecotelhados” não só melhoram o aspecto estético das cidades, mas também diminuem as “ilhas de calor” – temperaturas elevadas em centros urbanos, devido à emissão de gases e falta de áreas verdes. além disso, eles reduzem os custos com energia usada pelos ares-condicionados, pois com o isolamento térmico natural é fácil manter uma temperatura agradável dentro dos ambientes. outra vantagem é que ao instalar a camada de vegetação no topo de casas ou prédios, ajudamos também na diminuição de enchentes, pois a maior parte das plantas utilizadas nos telhados são grandes absorvedoras de água, conseguindo assim reter uma quantidade razoável de água da chuva. o preço de instalação das coberturas depende das condições do lugar e do estilo a ser feita. aqui no brasil podemos achar as coberturas na ecotelhado. uma empresa gaúcha, especializada neste tipo de construção e que tem o preço variando entre r$70 e r$80 por m².
Para saber mais acesse: http://www.ecotelhado.com.br/.