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Texto: Adriana Lacchia
Fotos: Divulgação
Eu vou ser sincera, nunca pensei em ter o meu próprio avião. Voar para mim é um mal necessário. Hoje, tempo é dinheiro e paciência é uma virtude de poucos. Pelo ar, você chega- sem dúvida- mais rápido ao seu destino.
Acho que prazer e diversão a gente encontra no paraíso que não está literalmente no céu. Mas, sou jornalista. Talvez se eu fosse uma super executiva, empresária ou milionária encararia um jatinho particular com mais simpatia.
As boas novas são para aqueles que necessitam viajar com freqüência e acreditam que um jatinho vai trazer além de glamour, qualidade de vida. Uma nova geração de aviões mais acessíveis chega ao Brasil.
O aparecimento dessa nova divisão dentro no mercado aeronáutico tem explicações. Hoje ter uma aeronave não é um ato de extravagância. Um barco traz status, mas é utilizado apenas para lazer.
Jatos, ao contrário, são usados como ferramentas de trabalho. Empresários que voam em aviões particulares têm maior autonomia. Podem estar onde e quando for necessário. Atualmente, isso significa uma grande vantagem sobre seus concorrentes.
Atendendo a demanda crescente, empresas mundiais de aviação buscam novas formas de desenvolver os chamados mini jatos, denominados Very Light (VLJs) e Light. São aeronaves com baixa capacidade, mas muita desenvoltura.
Os VLJs devem popularizar a chamada aviação executiva. Eles custam entre US$ 1,5 e 6 milhões. Projetados e aperfeiçoados nos últimos dez anos, os primeiros VLJs começam a ser entregues em 2008.
O VLJ é uma invenção do empreendedor Vern Raburn. Há dez anos ele resolveu criar o Eclipse 500, um jatinho popular no valor de US$ 1,5 milhão com tecnologia da indústria militar.
A Embraer, por exemplo, desponta nesta nova categoria com os modelos Phenom 100 e Phenom 300. Com interior projetado pela BMW DesignworksUSA, ambas as aeronaves oferecerão conforto e muito estilo.
Elas levam entre seis e nove tripulantes e podem ser pilotadas pelo próprio dono. Quem tiver brevê pode pilotar aeronaves deste porte. O Phenom 100 faz São Paulo- Buenos Aires sem escala. Preço: US$ 3 milhões. O Phenom 300 custa US$ 6,65 milhões. Voa - sem paradas - de São Paulo a Manaus.
Ainda não é possível afirmar a popularização do mercado de jatos executivos, mas o custo caiu significativamente. Isso não quer dizer que a procura por modelos mais caros diminuiu. Ao contrário, continua em alta.
Se velocidade é o que importa para o comprador, ele vai optar por um Citation X da Cessna, o mais rápido e mais avançado jato civil já criado. O motor da aeronave acionado por turbinas Rolls-Royce é desenvolvido com alta tecnologia e con-some menos combustível por Pound (unidade de medida utilizada nos EUA) de pressão por hora do qualquer outro jato moderno com outro motor.
Com ele é possível cobrir a distância de Nova Iorque até Los Angeles com todo conforto e requinte em apenas quatro horas - sem parar para abastecer. Preço para não perder tempo: US$ 20,5 milhões.
O G 550 da Gulfstream é um jato executivo de maior porte, alcance e desempenho. Custa US$ 53,5 milhões .
Para se ter uma idéia, essa aeronave tem alcance de 12.500 Km e pode voar de São Paulo à Moscou ou de Nova Iorque à Tóquio sem escalas.
A cabine pode ser configurada em 12 possibilidades pré-definidas de layout ou ainda ser personalizada. Sua velocidade máxima é de Mach 0.89, que significa 89% da velocidade do som.
O G 550 oferece sistema de telefonia por satélite de 7 canais (linhas), internet banda larga, opção de TV por satélite, sistemas de DVD, CD e monitores individuais. Além de câmeras externas que dão aos passageiros visões exclusivas de cima da aeronave, trem de pouso, entre outros.
Contando com sistemas de navegação e computadores de vôos triplicados, este avião tem ainda o sistema EVS, que através de raios infravermelhos proporciona aos pilotos uma visão noturna ou através de nuvens e mau tempo. Estas imagens são projetadas em um Head Up Display, semelhante aos usados em caças.
Em agosto, São Paulo, sedia a Labace, sigla de Latin American Business Aviation Conference & Exhibition, uma feira de aviação que deve reunir mais de 80 empresas. No mundo todo há apenas quatro eventos desse porte. Mais um sinal da importância do mercado brasileiro para a indústria da aviação