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Texto: André Almeida
Fotos: Jeff Hall e divulgação
O grupo de DJs britânicos X-Press 2 fez uma fantástica apresentação no clube Pacha em Nova Iorque, lançando seu novo álbum “Makeshift Feelgood”. A festa contou com a presença de DJs que vieram de várias partes do mundo prestigiálos. Eles são campeões de venda e fazem a noite fluir de forma única e muito especial.
Antes do show, passei pelo camarim para uma pequena entrevista. Eles parecem tímidos a princípio, mas na hora da apresentação transformam-se em superstars. Rockey, Diesel e Ashley são as estrelas que formam a constelação X-Press 2.
Como vocês se conheceram?
Rocky: Conheci Diesel em 1986 na minha cidade natal Hayes-Middlesex quando trabalhávamos para uma empresa de eletrônicos. Frequentávamos os mesmos clubs e festas e descobrimos que tínhamos o mesmo interesse em house music e nos DJs que tocavam este estilo. E conheci Ashley em uma loja de discos para DJs no Soho, em Londres. Fomos apresentados por um amigo em comum chamado Terry Farley. Descobrimos que estávamos sempre nas mesmas festas e começamos a sair juntos. Sempre nos demos muito bem.
Como começou a carreira de DJ e produtor?
Rocky: Venho brincando de disc jockey desde que terminei o segundo grau em pequenas festas e clubs no oeste de Londres. Quando eu e Diesel ficamos mais próximos, passávamos o final de semana comprando discos, ouvindo música nas lojas e sempre tentávamos encontrar o que ouvíamos na noite ou coisas novas que ainda não estavam no mercado. Diesel e eu tínhamos um amigo que estava promovendo uma festa às terças-feiras, em um clube em Londres, chamado Barbarela. Lá precisavam de um DJ para “warm up” antes do DJ principal. Como só tinha uma vaga e nós dois queríamos tocar, decidimos que faríamos juntos e este foi o nosso primeiro trabalho, em junho de 1988. Desde então estamos tocando juntos e fazendo músicas de sucesso.
Como produtor, foi também através do nosso amigo Terry Farley. Ele remixava e produzia álbuns para uma banda chamada “The Farm” e nos ofereceu o estúdio para produzirmos um mix para esta banda. Em 1992, Terry sugeriu que usássemos o estúdio com Ashley para produzirmos nossa própria música. O resultado foi o “Musik Xpress”.
Quem teve a idéia de tocar juntos com 6 “turntables”?
Rocky: Nenhum de nós teve a idéia. Quando começamos, não queríamos ficar sentados esperando o outro acabar seu set, então foi espontaneamente que tudo rolou. Começamos cada um com o seu próprio set de turntables, e isto tornou-se uma grande mesa com 6.
Qual é seu clube predileto atualmente?
Rocky: Creio que o “Club Air”, em Tókio. Temos sido abençoados com o privilégio de tocar em lugares maravilhosos.
Qual foi a inspiração para este novo álbum?
Rocky: Acredito que a mesma de sempre… rs… É sempre a influência dos sons da região da qual viemos e o que ouvimos nos clubs no oeste de Londres. Muito “underground” com um certo tempero.
O que se pode esperar da performance de hoje à noite no Pacha?
Rocky: Muita house music! Várias faixas do novo álbum e clássicos para balancear. Uma noite cheia de energia com batuques alucinantes!
Quais são seus DJs favoritos atualmente?
Rocky: Ricardo Villalobos, Rohado, Pedro and Rashsh, Giles Smith, James Presley, Hector Fonseca, Locadice, Ritch Hawtin.
O X-Press 2 tem um grande fã clube no Brasil. Algum plano para se apresentar no país?
Rocky: Sim, já estivemos no Brasil várias vezes e é sempre fantástico nos apresentarmos em um país com tamanha energia. Há chances de nos apresentarmos no Brasil em breve. Será incrível, como sempre.
O que os fãs podem esperar deste novo álbum?
Rocky: Penso que é um disco para sentar e ouvir. É bom tanto para às 3h da tarde quanto para às 3h da manhã. Temos a colaboração de vários artistas como Rob Harvey do grupo “Music”, Kurt Wagner do “Lamb Chop”, Tim de Laugher do “Polyphonic” e os rapazes do “Kissing the Pink”.
Vocês sempre tocam juntos ou também se apresentam solo?
Rocky: Os dois. Adoramos tocar juntos mas, às vezes, tocamos separados. É uma experiência interessante e diferente.
A faixa “Kill-100” promete ser um enorme sucesso. O que você acha?
Rocky: Bom, esta faixa foi lançada no meio do ano na Inglaterra e a resposta tem sido excelente. Espero que seja um super sucesso no Brasil, assim, voltaremos com mais freqüência para nos apresentarmos lá.
Qual é a sua faixa preferida do álbum? Algum significado especial para o grupo?
Rocky: Eu acho que “Kill-100” e “Give it” são as nossas prediletas. Eu adoro as batidas pesadas e o vocal suave de Rob que envolve “Kill-100”. É bem diferente da forma que ele toca no dia a dia em sua banda. A faixa “Give it” é o oposto. É uma música calma que faz sentir-se bem ao amanhecer. Somos super fãs do “Lamb Chop” e quando o vocalista Kurt aceitou nosso convite, ficamos muito excitados. Ele veio ao estúdio várias vezes durante sua turnê em Londres. Todos com quem trabalhamos neste álbum estavam 100% dentro do projeto.
O que é ser “Cool” pra você?
Rocky: Ser autêntico! Agora, estar em NY com 3 graus abaixo de zero é muito, muito “cool”.