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Texto: Daniel Messeder
Fotos: Divulgação
Preste bastante atenção neste belo conceito de sedã compacto. Apresentado em Detroit como protótipo, ele servirá de base para o carro pequeno que a Ford lançará nos EUA em 2010. E o que nós, brasileiros, temos a ver com isso? Esse é o carro que substituirá o nosso Fiesta Sedan, com produção confirmada na fábrica de Camaçari, BA, para fins de 2009 ou começo de 2010. E também teremos o hatch de quatro portas, que será lançado na Europa ainda em 2008, provavelmente durante o Salão de Paris, em setembro.
Para despertar a atenção dos norte-america-nos (fãs de grandes utilitários e picapes) para um carro compacto, a Ford dedicou atenção especial ao design. O Verve Sedan é praticamente uma versão reduzida do novo Mondeo, especialmente se visto de lado ou de traseira. Há quem veja um “quê” de Peugeot na dianteira, mas não se pode negar que o sedanzinho tem personalidade. Os faróis espichados, que caminham rumo ao párabrisas, e a imensa grade trapezoidal dão um toque esportivo à dianteira. As rodas de 18 polegadas e as portas sem colunas deverão ser abandonadas na versão de produção, mas grande parte do estilo será mantido.
Apesar de parecer bem maior que o Fiesta três volumes, o Verve tem praticamente a mesma distância entreeixos (2,48 m) do modelo atual. Ou seja, não haverá grandes ganhos em espaço inter-no. O painel, no entanto, ficará bem mais arrojado, seja na área dos instrumentos ou na seção central, bem destacada do restante.
A Ford ainda não divulgou nada sobre a parte mecânica do carro, garantindo apenas que ele utilizará um econômico motor de quatro cilindros. No Brasil, pode-se apostar em uma evolução do atual 1.6 Rocam Flex, mas para os EUA espera-se o uso do motor 2.0 16V Duratec que hoje equipa o Focus – embora devidamente adaptado aos novos tempos, com capacidade para rodar com o combustível E85 (85% de etanol e 15% gasolina).
Tudo nasceu com uma aposta feita pela Mercedes. Com o modelo CLS, a marca alemã foi a primeira do mundo a fazer um sedã-cupê de quatro portas, em que o destaque se dá pela curvatura suave do teto e pela pequena área envidraçada lateral. O CLS virou sucesso e… logo a concorrência correu atrás: a Volkswagen apresentou no Salão de Detroit o Passat CC, o primeiro concorrente do CLS. Como o rival, trata-se de um sedã grande em comprimento e reduzido em altura (3 cm maior e 5 cm mais baixo que o Passat convencional), com design bastante atraente. Se a dianteira poderia ter mais personalidade (é quase igual à do Passat), a lateral e a traseira esbanjam beleza. Por dentro, há lugar somente para quatro ocupantes, mas atrás a sensação de liberdade é maior do que no CLS, por causa do vidro lateral não tão estreito. O painel repete a fórmula do sedã, porém, o volante de três raios é inédito – e muito bonito.
A mecânica está à altura do design: tem motores de 1.8 a 3.6 litros, com potência de 160 cv a 300 cv, e câmbio manual automatizado DSG, agora com 7 marchas. A tração pode ser dianteira ou integral, dependendo da versão. Também houve intensa preocupação com a segurança, fato reforçado pela presença de um sensor de mudança involuntária de faixa (a direção volta para a faixa sozinha caso o motorista não tenha dado seta). Há também o CDC, ou controle dinâmico de dire-ção, que permite escolher entre três programas de firmeza (normal, confortável ou esportivo) para a direção e os amortecedores.
O CC vem ainda com programa de auxílio ao estacionamento (o volante vira sozinho para entrar na vaga, cabendo ao motorista controlar apenas os pedais) e controlador de velocidade ativo (que freia automaticamente o carro ao detectar um veículo mais lento à frente). O sedã-cupê da VW deverá chegar aos mercados americano e europeu em breve, podendo ser atração da marca no Salão de São Paulo, em outubro.
Dodge RAMAtenção você que está pensando em comprar uma Dodge RAM: uma nova geração da picapona, a terceira desde que foi lançada (em 1995), acaba de ser apresentada nos EUA, durante o Salão de Detroit. Completamente reformulada, ela chegará ao mercado norte-americano em meados de 2008 e certamente tomará o lugar do modelo atual também no México, de onde vem a versão vendida no Brasil. Ou seja, a nova RAM deverá desembarcar por aqui, no máximo, em 2009.
Além do novo design, que ficou com ainda mais cara de mau (repare bem no conjunto de faróis e grade), a picape tem como novidade dois porta-objetos nas laterais da caçamba (com 120 litros de capacidade cada, além de trava, iluminação e vedação). Na “boléia”, as boas novam ficam por conta do sistema de som com 30Gb de capacidade para armazenar músicas em formato digital, do volante com aquecimento e dos bancos com ventilação. Quem viaja no banco traseiro agora pode dispor de um DVD-player.
São três opções de cabine (simples, estendida e dupla), três de tamanhos de caçamba e cinco versões de acabamento, entre a mais simples, esportiva ou luxuosa. Também há três motores disponíveis: um “modesto” V6 de 3.7 litros e 215 cv, um intermediário V8 de 4.7 litros e 310 cv e o top Hemi V8 de 5.7 litros. Com 380 cv e 55,8 kgfm de torque, este propulsor é capaz de levar a versão cabine simples de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos! A segurança também foi incrementada: agora, airbags do tipo cortina e controle de estabilidade são de série. Resta esperar que o modelo mexicano, vendido por aqui com motor a diesel, receba logo estas modificações.
Não é de hoje que a GM norte-americana tenta posicionar o Corvette como superesportivo de nível mundial. Sim, o “Vette”, como é conhecido nos EUA, faz muito sucesso em seu país de origem, mas não tem a mesma tradição de uma Ferrari ou um Porsche no resto do mundo. Bom, pelo menos no que se refere a potência, o novo ZR1, apresentado no Salão de Detroit, vem para enfrentar os maiores: o motor V8 de 6.2 litros com compressor promete no mínimo 620 cv e 84 kgfm de torque (os valores oficiais só serão divulgados no lançamento, em meados do ano), o que dará a ele o título de Corvette mais potente já produzido em série. Com tanta exuberância embaixo do capô de fibra de carbono, claro que não falta desempenho para rivalizar com os superesportivos europeus.
Pesando 1.520 kg, o ZR1 tem máxima anunciada acima dos 320 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h estimada em 3,5 segundos.
Para suportar a maior potência, o câmbio manual de 6 marchas e a embreagem foram modificados, enquanto a suspensão foi recalibrada e vem de série com controle magnético da carga dos amortecedores. As rodas de 19 e 20 polegadas (na frente e atrás, respectivamente) vestem pneus 285/30 e 335/25 desenvolvidos pela Michelin especialmente para o carro.
Completando as modificações mecânicas, os freios ganharam grandes discos de carbono-cerâmica e pinças da marca Brembo.
Visualmente, o ZR1 se distingue dos demais Corvettes por ser ainda mais agressivo. Ele abusa do uso de peças de fibra de carbono (capô, pára-lamas, teto, soleira e defletor dianteiro) e tem a parte central do capô transparente, para deixar à mostra o motorzão V8 com inscrição “LS9 Supercharger” acima do bloco. Não é à toa que o ZR1 já vem sendo chamado de diabo azul pelos americanos…