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Edição #95

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MIGUEL FALABELLA

“POLARÓIDES URBANAS” By MIGUEL FALABELLA

Texto: Cris Canhos
Fotos:
Divulgação

O filme que marca a estréia da direção de Miguel Falabella, já faturou 3 “Lentes De Cristais” no Fes­ tival de Cinema Brasileiro de Miami, nas categorias de: Melhor Filme (voto popular), Melhor Atriz (Mari­ lia Pêra) e Melhor Roteiro para o próprio Falabella, que fez uma adaptação para o cinema de sua peça “Como Encher Um Biquíni Selvagem”.

Em uma entrevista exclusiva para a Cool Maga­ zine, Miguel fala um pouco sobre o filme, sua estréia e dedica todo seu sucesso aos pais que sempre o instigaram a ser curioso para o mundo.

Como foi estrear na direção de uma longa metragem?
Eu to chegando devagar, cheguei para aprender muito mesmo, com humildade, respeito, mas, tam­ bém querendo deixar claro qual o meu olhar para o mundo.

É um sonho, não é?
É, eu tive esse sonho… Quer dizer, foi muito inte­ ressante o processo todo, esperei quase dez anos para conseguir fazer o filme e tentei não deixar de­ satualizado. Mas, consegui fazer. Acho que fiz com muita alegria, num set muito feliz e com grandes gargalhadas contei uma histórinha. Uma comédia urbana que gosta de gente e olha para gente.

Como surgiu a inspiração do roteiro de “Polaróides Urbanas”?
Quando eu vi a peça que fiz para Claúdia Gimenez, “Como Encher Um Biquíni Selvagem” , eu sempre quis que a peça virasse filme. “Polaróides Urbanas” é um filme de estréia e eu queria aprender como fazia.

Qual a diferença entre dirigir no cinema e no teatro?
No cinema tem que ter uma visão total anterior, no teatro o processo vai te levando e você vai construin­ do aquilo pouco a pouco. No cinema você tem que trazer tudo pronto.

Como você concilia TV, teatro e cinema?
Eu acho que sou uma pessoa que me preocupo com o quadro principalmente, e eu confio na graça da minha situação. A situação é alucinada, patética, canhestra e a graça está nisso, está nas nossas pe­ quenas fragilidades cotidianas. Eu fiquei muito preo­ cupado com a linguagem que eu queria usar para contar a história do filme, algo sofisticado e queria uma ótima direção de arte, que eu tive. Claudinho Amaral Peixoto é um diretor de fotografia que foi um “brother”, e Gustavo Habda me ajudou muito mes­ mo, só jogou a favor.

Na peça “Os Produtores”, você dirigi e atua. Como é?
O personagem eu já vinha me preparando e já esta­ va trabalhando nele. Dirigir não deu nenhum traba­ lho porque já estava pronto e eu tinha que seguir a Broadway, nada criativo e sim, burocrático, quando você compra um espetáculo é assim.

Entre os diversos trabalhos de sua carreira, qual foi o mais marcante?
Eu já brinquei de tudo um pouco. “As Noivas de Copa­ cabana”, uma minissérie dirigida por Roberto Farias e Caco Antibes, que foi um presente que vida me deu.

Como surgiu sua carreira artística?
Eu sempre olhei o mundo de fora, sempre do teatro.

Meus pais me instigaram a ver e a ser curioso para o mundo, esse olhar cada um traz.

Em “Polaróides Urbanas”, Falabella reuniu um elenco invejável na arte de drama e comédia: Ma­ rilia Pêra, Arlette Salles, Natália do Vale, Marcos Caruso, Otávio Augusto, entre outros. O fime foi pro­ duzido por Bruno Barreto e Paula Barreto e estréia no cinema dia 29 de fevereiro. Com a direção de Mi­ guel Falabella, o filme promete ser um verdadeiro sucesso nacional. Pelo visto, tudo que Miguel toca vira e vale ouro!

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