- home
- news
- coolmagazine
- cooltv
- coolpodcast
- coolradio
- agenda
- 100 Cool Places
- coolgallery
- cool awards
- coolgirl
- edições anteriores
- coolinks
- contato
- expediente
Sabor e Saber by Carlos Iglesias
Foto: Divulgação
O mundo mudou, assim como mudou a maneira da alimentação dos indivíduos no decorrer da história. Entre os carnívoros e vegetarianos, ou seja, os caçadores-extrativistas, existiram inúmeras formas de preparar o alimento. Porém, nada mais prático do que a comida cozida em fornos.
No passado, antes do advento da refrigeração, um método clássico de manter os ingredientes em condições higiênicas, consistia em utilizar fornos de cozimento subterrâneo.
Ali, o alimento deveria ser embalado por folhas e mantido submerso até que o calor irradiado tornasse a emulsão orgânica palatável. É a forma mais primitiva de cocção alimentar, muito pouco utilizada no Brasil. Outra maneira de manuseio do forno, passa pelo conhecimento clássico gastronômico dos europeus. Os fornos aéreos, onde o fogo incide também de maneira direta, porém em cavidades cujas concavidades remontam as estruturas naturais de cavernas de 20 mil anos passados, deram origem a dieta dos habitantes do Mediterrâneo.
Mas você, leitor e curioso, deve estar cansado de ouvir falar em saúde e alimentação saudável. Minha pergunta é simples. O que vem antes: panelas de barro ou de cerâmica? Sem dúvida, a resposta não é difícil, pensando que tudo vem da terra. As panelas de barro continuam sendo utilizadas em grande parte pelos portugueses e espanhóis que jamais abrem mão daquele peixe assado ao forno. Mas e daí? De nossos avós restou a vontade de mantermos os princípios alimentares em padrão de excelência.
Não por acaso acredito nos orgânicos, como também acredito nos valores de produção por métodos verdes, sempre com o olhar voltado para a preservação ambiental. Nessa mesma linha de pensamento, servir uma salada de folhas orgânicas ou um peixe alimentado de maneira 100% orgânica, pode ser uma alternativa inteligente para estimularmos a Eco-economia, da qual nós brasileiros somos absolutamente dependentes, e potencialmente geradores de recursos energéticos sustentáveis a longo prazo para a humanidade.
O problema do desenvolvimento sustentável é que atualmente tudo passa por uma filosofia de desenvolvimento sustentável! Até os alimentos transgênicos se intitulam sustentáveis. Mas ser sustentável, consiste em olhar para o pequeno produtor rural, que se dedica à técnicas de produção de vegetais ou peixes orgânicos com tecnologia familiar de várias gerações. É ali que está a verdadeira qualidade alimentar. É ali que somos nutrólogos por essência e não por formação profissional qualificada. Essa filosofia alimentar consiste basicamente em olhar para o alimento de maneira singela e não corporativa, que somente objetiva o lucro financeirio imediato.
De tal maneira, como esta polêmica vai longe, gostaria de convidá-los para conhecer meu novo Menu no Restaurante Porto Rubaiyat, que constantemente se aproxima de saúde e muita gastronomia (Rua Leopoldo Couto de Magalhães 1142, Itaim Bibi, tel. 3077-1111).