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Edição #95

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LUSTRES

Texto: Deborah Bresser
Fotos:
Piervi Fonseca

Lugar de Lâmpada é no Lustre

O império da dicróica foi finalmente abalado. As luzinhas minúsculas, embutidas no teto, ou aconchegadas em spots, ficaram por vários anos no topo da iluminação. Agora, as lâmpadas (sobretudo aquelas mais encorpadas, bojudinhas mesmo) voltam a ter um lugar para chamar de seu: os lustres estão de volta, enchendo os olhos com suas formas e desenhos deslumbrantes.

Ao contrário dos spots, os lustres extrapolam a função de iluminar. Carregam história, atravessam séculos, exprimem paixão. Como eles voltaram a ser destaque na decoração, é preciso escolher com cuidado. Casar com o ambiente é a primeira dica. Uma boa mostra do que um lustre é capaz foi revelada na CAD Brasil, a exposição Casa Arte & Decoração, realizada na Casa das Rosas, em São Paulo. Lá, muitos dos decoradores, arquitetos e paisagistas participantes aproveitaram o retorno do objeto para compor lindamente espaços em que os lustres eram personagens principais.

Entre luminárias antigas e outras de traço arrojado, era possível se deparar com diversas versões. Aquelas dignas de antiquários costumam ficar ótimas em variados estilos, além de se valorizarem com o passar do tempo. Na hora de escolher um, fique atento à proporção do espaço. Lustres gigantescos pedem pé direito alto. O lustre pode ser também o objeto de destaque, e aí vale apostar tudo em um bem rebuscado. Também vale misturar clássicos e modernos. Um equipamento de alta tecnologia, como um family room, pode perfeitamente casar com um lustre do século 19. É chique, é arrojado.

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