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Texto: Norioval Mello Jr.
Fotos: Liu Lage
JUSTICE IN NYEm passagem por Nova York, o duo electro francês arrastou milhares de pessoas para sua apresentação, em dois dias de casa lotada e electro -metal beats .
Esse ano na cena não se falou de outro nome: Justice. O duo francês mal lançou seu primeiro álbum, ‘Cross’, em junho, e já se firmou como nome em ascensão na música dos anos 2000. E a vinda dos dois para a América do Norte foi encerrada com grande estilo em Nova York, onde a dupla garantiu casa lotada para o Terminal 5 nos dois dias em que se apresentou.
Todo esse hype em torno dos franceses começou na verdade com o remix que os dois fizeram para o mega-hit ‘We Are Your Friends’, de Simian Mobile Disco, que acabou ganhando na categoria de melhor vídeo no MTV Europe Music Awards do ano passado. O Justice também faz parte da Ed Banger Records, outro hype da estação que tem em seu casting nomes como Uffie, Busy P. e Mr. Oizo.
Enfim, mesmo com uma breve história no showbiz, o Justice já arrasta multidões por onde passa. Foi assim no Coachella Arts and Music Festival deste ano, na Califórnia – o Justice garantiu a platéia mais disputada para a tenda onde se apresentou, num espaço onde foram também LCD Sounsystem, Soulwax e Rapture. O mesmo aconteceu no show de Nova York – que lotou no sábado e em plena segunda-feira.
A ‘Cross’ que dá nome ao álbum foi o tema do set design do show. Aliás, a cruz é a marca registrada das apresentações de gaspard Augé e Xavier de Rosnay, que criaram uma fusão de techno e electro beats com heavy metal e outras influências. Daí todo esse imaginário sombrio, quase goth, que acompanha o som.
Quem abriu o show do Justice foi a banda Midnight Juggernauts, da Austrália, que está rodando toda a América do Norte como parte do tour oficial do duo. O indie-dance dos australianos já foi criando um clima para o show – enquanto eles apresentavam as faixas do recém-lançado ‘Dystopia’, as paredes do lugar produziam uma cascata de gotas que dava um tom surreal à performance.
Fim do show dos Juggernauts, uma rápida adaptação no palco, e a cruz começa a brilhar. Entrou o Justice, platéia delirando e os franceses começaram mostrando a faixa que abre ‘Cross’, chamada ‘genesis’. inspiração goth total, que abriu o caminho para a neodisco ‘Let There Be Light’, e a robotech ‘Phantom.’ Aliás, muita montação goth, dark, metal nos looks do povo que foi.
‘D.A.N.C.E.’, outro megahit da banda, também animou a platéia, mas o que fez o show ferver foi mesmo quando o heavy metal começou a entrar no electro, e a arena se transformou num show de rock – todo mundo se chutando, empurrando, povo dando mosh, tentando subir no palco. E o que era para ser um live breve, por conta do repertório limitado, acabou virando um show de 2 horas, com direito a bis e tudo. Mas o Justice pelo visto já está sendo educado para agir como major band: um bis, e deixa o palco, com a platéia pedindo mais…