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Texto: Roberta Romanelli
Colaboração: Suzana Campos
Fotos: Divulgação
Não faz muito tempo que os primeiros Toy Arts “aterrisaram” timidamente nos Estados Unidos. Foi na década de 90 que esses bonecos (quase incógnitos) começaram a aparecer. Os, até então, nada populares Toys pareciam ter um certo apelo nostálgico, como se os artistas estivessem resgatando brinquedos do passado e os transformando em produtos mais “maduros” e adultos. Nesse contexto, esses “brinquedinhos” de luxo come-çaram a se mostrar bonitos, descolados, assustadores e caros (muitas vezes assustadoramente caros!). Na loja Plastik, loja paulistana especializada em Toy Art, colecionadores chegam a pagar até R$ 2.500,00 por cada Mega Blank, nome dado a alguns toys de tamanho grande, onde o próprio dono pode customizar o produto.
Existe um consenso entre os designers de que os primeiros toys surgiram ao mesmo tempo no Japão e na China, em meados dos anos 90. Quase que na brincadeira, artistas e designers começaram a revirar seus baús no intuito encontrar seus bonecos Playmobil® de infância e substituir suas mãos e cabeças por outras peças engraçadas e inusitadas, para tentar vender em convenções de Comic Books, na Ásia; artistas começavam a oferecer sua criatividade para as fábricas de brinquedos para ajudá-las a “bolar” novos bonecos. Nesse contexto, o primeiro platform toy foi criado: o Be@rbrick, o modelo mais conhecido de toy. Rapidamente, toy fans japoneses e chineses come-çavam a fazer fila para comprar a última edição limitada, antes que ela se esgotasse nas lojas.
Hoje em dia, a Toy Art virou uma febre mundial e estes brinquedos são chamados de “designer toys” - pelo fato do designer ou artista ser absolutamente fundamental para a personalidade do boneco - uma vez que ele é desenvolvido de acordo com o ponto de vista de cada um. Durante o processo de criação, o artista imprime sua visão particular sobre o objeto, só que nesse caso a “tela” é uma escultura tri-dimensional feita de plástico, vinil e metal.
Seguindo essa linha dos brinquedos antigos, outra coisa bacana na cultura desses art toys, são as Blind Boxes, caixinhas-surpresa onde o comprador não sabe qual brinquedo virá dentro da embalagem. Segundo Kichi, da Plastik “isso acaba resgatando duas brincadeiras vintage: a caixinhasurpresa do tempo dos nossos pais e a troca de figurinhas, onde colecionadores se encontram nos Day-change ou em blogs especializados para a troca de bonecos”, diz.
Essa tendência - artistas, pequenas lojas e fábricas de brinquedos produzindo cada um sua própria edição limitada – é o coração do movimento Toy Art. O artista nunca está muito longe do processo de fabricação, e isso é fundamental para podermos chamar estas produções de arte. Projetar esses bonecos em número limitado significa, para o artista, que ele pode “se dar ao luxo” de correr um risco extraordinário, pois enquanto fabricantes mundiais de brinquedos fazem sua produção em grande escala (e tem a “obrigação” de agradar milhões de pessoas), uma produção numerada de Toy Art pode girar em torno de singelas 250 unidades.
Assim como na decoração e na moda, alguns designers são verdadeiras “estrelas” e para os fãs de Toy Art, ter um modelo assinado por Gary Baseman, Frank Kozik, Pete Fowler ou Joe Ledbetter é ter que deixar um lugar de destaque na estante da sala. Para a turma dos “descolados”, ter um toy desses em casa virou item obrigatório. Definitivamente, um must have!
THE TOP 5 COOLEST TOYS, by Kichi (Plastik)
• Be@rbrick – 25th Anniversary –
Silver Edition (Design by Pus Head)
• Be@rbrick – Sex Pistols –
Nevermind bollocks
• Dunny – Obey, the giant (Design by Shepard Fairei)
• Harold, the smoking penguin (Design by Frank Kozik)
• Astronaut Jesus (Design by Doma)
Onde Encontrar: PLASTIK
R. Dr. Melo Alves, 459 Cerqueira Cesar – SP – Tel: (11) 3081-2056