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Edição #95

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SPACE DISCO

Texto: Norioval Mello Jr.
Fotos: Divulgação

Sets de DJs do mundo todo estão apostando na nostalgia sci-fida disco music dos anos 70 como elemento de renovação da música dos anos 2000. A Cool explica a história por trás do hype.

Já faz um tempo que a palavra ‘disco’ vem retomando seu espaço no vocabulário da cena. depois de duas décadas sufocada pela tonelada de gêneros que a tecnologia permitiu no mundo club – techno, house, electro - a disco music está sendo trazida de volta por uma corrente de dJs e produtores que desenvolveram nos últimos anos a space disco.

O gênero pode parecer novo, mas o ponto de partida é o que o nome sugere mesmo: a disco music. nos anos 2000, os timbres, os synths analógicos, e a atmosfera setentista encontram uma nova pegada em novas produções que incorporam sonoridades contemporâneas. o ‘space’ vem dos barulhinhos espaciais, também característicos das produções dos anos 70.

Giorgio moroder é sem dúvida uma grande influência nesse movimento. afinal, foi o produtor que criou na década de 70 o conceito de ‘space’na música dance – e com seus sintetizadores trouxe para as pistas robôs que cantam, modulações cósmicas e criou o bumbo marcado em quatro tempos do compasso que virou a base de toda a dance music a partir de então. outros nomes dos 70 que servem de inspiração para o povo da space disco dos 2000: patrick cowley, Sheila B. devotion, dee d. Jackson (dona do megahit ‘automatic lover’).

Todos esses influenciaram nomes como lindstrom, prins thomas e todd terje, da noruega, new young pony club e Jeans team, e vários outros a trazerem de volta o elemento sci-finostálgico que a space disco dos anos 70 tinha, mas adaptada para a linguagem da cena dos 2000. a nova onda ficou óbvia nos clubs através do hit ‘i feel Space’, que vendeu de uma só vez mais de 17.000 cópias de eps 12”, tamanho o interesse de dJs e club goers pela faixa.

O hit é de lindstrom, que hoje empresta sua pegada space disco para meganames da música como lcd Soundsystem e franz ferdinand, e que representa na noruega toda uma leva de dJs que aposta nas texturas ‘space’ como a nova tendência nas pistas. entre eles, estão também prins thomas e todd terje, que neste ano já foram importados para festas em nova york no verão. e thomas, por exemplo, já emplacou faixas em selos como Kompakt e eskimo (ao lado de lindstrom).

Esse, claro, foi só o começo do movimento, que já se espalhou pelas pistas de todo o mundo, e agora está aí, cada vez mais presente nos set lists de dJs que perceberam o resultado positivo nas pistas. Sem dúvida, a ‘space disco’ é um refreshment na cena, e ao mesmo tempo, tem algo de nostálgico, de lembrança perdida – o elemento pós-moderno que atrai cada vez mais adeptos na cultura underground.

BEST OF SPACE DISCO

A cool selecionou um top 10 da space disco, que dá um panorama do gênero que nasceu nos anos 70 e que hoje está sendo reinterpretado por uma série de dJs.

Lindstrom – I Feel Space
Full Pupp - Spooks – Full Pupp
Jeans Team - Tytts
New Young Pony Club – Ice Cream
Rune Lindbæk & Lindstrøm - Alien In My Pocket
Lindstrøm & Prins Thomas - Further Into The
Future (Part One)
Kohib - Truger (4:39)
Todd Terje - Bodies (Prins Thomas Orgasmatron
remix)
Kalle, Magnus & Daniel - Sang For Chun Li
Blackbelt Andersen vs. Prins Thomas - Juling
I Ringen
Fenomenon - Time (Lindstrøm Remix)

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