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Texto: Elaine Ferro Fotos: Divulgação
O glamour das famosas pedras mais desejadas
do mundo e conquistadas por poucos
Os gregos antigos acreditavam que os diamantes eram estilhaços de estrelas que chegaram a terra. Alguns ousaram até mesmo dizer que eram lágrimas dos deuses. Uma outra lenda diz que havia um vale inacessível, na Ásia Central, atapetado de diamantes. Era patrulhado por aves de rapina, no ar, e guardado por cobras com olhos assassinos, no chão. A verdade, entretanto, é que a origem exata dos diamantes é algo um tanto quanto misterioso.
Durante a idade média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. era usado em batalhas como símbolo de coragem. Os antigos chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor. sugere, portanto, a força e a eternidade do amor. com o passar dos séculos, entretanto, o diamante adquiriu seu status exclusivo como presente máximo de amor. realmente, diz-se que as flechas do cupido tinham pontas de diamantes e possuíam uma mágica inigualável. desde o princípio, os diamantes sempre estiveram associados a romance e lendas.
A palavra “diamante” vem do grego “adamas”, significando o inconquistável, sugerindo a eterni-dade do amor. Os gregos também acreditavam que o fogo do diamante refletia a chama constante do amor. para milhões de pessoas em todo o mundo, aquele fogo, o mistério e a magia, a beleza e o romance que brilham de um simples solitário dizem tudo o que o coração sente, o que as palavras não podem expressar. uma aliança de diamantes - significa “o meu amor corre ao longo deste círculo” - é o símbolo de reafirmação do amor.
Só a partir do século xv, em agosto de 1447, o diamante foi caracterizado como a jóia da noiva. sendo mary de burgundy a primeira mulher a receber um colar de diamantes como um símbolo de noivado do arqueduque maximilian da áustria. nos séculos xvii a xix, usavam-se argolões como anéis de noivado. até mesmo o motivo pelo qual uma mulher usa o anel no dedo anular da mão esquerda data da crença antiga dos egípcios de que a “vena amoris” (veia do amor) corria, diretamente, do coração até ponta daquele dedo. durante o reinado de elizabethi, os anéis de diamante eram comumente chamados de “anéis-escreventes” pois os diamantes eram usados para gravar mensagens de amor nos vidros das janelas. diz-se que a própria elizabeth se correspondia desta forma com sir Walter raleigh. no século xx, ficou em moda o estilo “chuveiro”, mais tarde o anel fieira.
Depois o solitário, o estilo mais usado atualmente. e somente os reis usavam diamantes como símbolo de força, coragem e invencibilidade.
Mas não só de amor vive o amante do diamante. O Oriente foi o responsável, durante quase dois mil anos, pela produção dos mais conhecidos diamantes do mundo. esta exuberante pedra, de rara beleza, sempre foi sinônimo de poder e riqueza. Os diamantes eram utilizados, quase que exclusivamente, por reis e suas cortes. além da realeza, só a igreja tinha acesso aos diamantes. estas pedras também inspiraram poetas.
O cinema foi um dos grandes responsáveis pela transformação das jóias em sedução e poder. a atriz que reflete esse magnetismo é liz taylor, seus 60 anos de vida pública, entremeados de oito casamentos, divórcios, escândalos, é claro muitos diamantes. seu poder de sedução levou homens a gastar fortunas em jóias para conquistá-la. com exceção do último marido, o caminhoneiro larry Fortensky, todos os outros eram milionários que viraram fregueses de joalherias, como tiffany, bulgari e cartier. “quase morri porque fui viciada em drogas e álcool. O único vício que mantenho, porque me faz feliz, são as jóias”, confessa a musa. no livro “my love affair with Jewellery” (meu caso de amor com as Jóias), que foi lançado com muita pompa pela editora americana simon & schuster. a atriz lapidou suas memórias através das inúmeras peças que ganhou, outras tantas que comprou e mais as que usou em filmes. “sempre recusei escrever minha história porque teria de renunciar ao presente e voltar ao passado”, explica liz taylor.
“Mas, ultimamente, estou me sentindo guardiã de minhas jóias. e chegou a hora de revelá-las”. O fascínio de liz começou cedo. “nunca liguei para ser atriz”, revela no livro, sem cerimônia. “cantar e dançar também não estavam em primeiro lugar em minhas preferências. em compensação, desde os 15 anos já havia começado meu caso de amor com as jóias”.
Os diamantes podem ser comparados com as impressões digitais devido às suas características únicas. não existem dois iguais. não foi por acaso que marilyn monroe afirmava que “os diamantes são os melhores amigos de uma garota”. e o filme “moulin rouge” veio afirmar com a célebre frase da música “sparkling diamonds” ao dizer:
Basta assistir a “Os homens preferem as loiras” para entender o que estou falando; este filme não é apenas um bom musical, é, simplesmente, um dos filmes mais empolgantes que hollywood já produziu. também pudera, unir marilyn monroe e o diretor howard hawks num mesmo filme, não poderia dar outra coisa. a primeira é a maior estrela do cinema, um mito incontestável. O segundo é um dos maiores diretores que a indústria americana já teve notícia. ambos com uma eterna preocupação: a diversão. howard e marilyn sempre estavam mais preocupados com o entretenimento que com discurso político ou ideológico.
Tudo isso já seria motivo para vermos o filme, mas se acrescentarmos a morena Jane russell e um roteiro baseado no famoso livro de anita loos (que virou um espetáculo da broadway), temos mais um ótimo clássico. um filme luxuoso e, despudoradamente, frívolo.
A história é de duas garotas que estão dispostas a arrumar um bom partido e levá-lo ao altar. dorothy (Jane russell, a morena) não liga para o dinheiro, mas quer a todo custo que seu par seja um bonitão bem musculoso; lorelei (marilyn monroe) é uma loira burra (que está longe de ser boba) que não está ligando para a beleza e os bíceps dos rapazes, quer saber mesmo é da conta bancária dos candidatos a marido. e se tiver a mina de diamantes, melhor ainda! mas como em todo conto de fadas sempre existe a bruxa má, um detetive particular contratado pelo pai do noivo, quer provar, irrefutavelmente, que a noiva nada mais é que uma interesseira, e utiliza os meios mais nefastos para arranjar provas; todavia, não estava nos seus planos se apaixonar pela melhor amiga da loira, a morena.
Depois de muita confusão, chegamos ao final do filme e quase escutamos um “e viveram felizes para sempre”. mas vale lembrar que os príncipes destas donzelas, mais que amor, vieram com músculos e diamantes na dose certa.
A festa do Oscar reflete hoje o glamour e o brilho que as jóias proporcionam ao maior espetáculo do cinema mundial. Atualmente as atrizes compõem o visual que será visto por todos no famoso tapete vermelho. as jóias, muitas vezes, são confeccionadas especialmente para elas. esse brilho é só para quem pode!
Em 1847, louis-François cartier assumiu o controle da pequena oficina de jóias de seu tio, adolphe picard, localizada na 29 rue montorgueil na cidade de paris. em 1872, seu filho alfred, entrou como sócio no negócio. em 1874 são lançados os relógios desenvolvidos por seu pai há anos atrás. seu outro filho, louis, também entrou na sociedade em 1898, e a loja passou a se chamar alfred cartier & Fils. no ano seguinte, a loja mudou de endereço indo para a 13 rue de la paix. a cartier de londres foi aberta em 1902 na 4 new burlington street, comandada por pierre cartier. a cartier, é a maior joalheria do mundo, produz e vende além de jóias, relógios, perfumes, artigos em couro e acessórios, nos cinco continentes do mundo com os próprios revendedores licenciados (cerca de 10 mil). aproximadamente 3/4 das vendas provém de jóias e relógios. sua última coleção, panthère, é inspirada no animal favorito da marca, mas apresenta uma releitura contemporânea, provocativa e sedutora. puro luxo! em 1910, a grife produz um anel com o diamante azul hope, de impressionantes 44 quilates.
A tiffany & co. é uma das mais prestigiosas joalherias do mundo e um dos nomes mais respeitados em varejo. a empresa foi estabelecida em 1837, quando charles lewis tiffany abriu uma loja de artigos de luxo e papelaria, acreditando que “um bom design é um bom negócio”. mais de 165 anos depois, as lojas da tiffany, em mais de 16 países, continuam a tradição de excelência da empresa. a reputação de sua arte manual e o expertise em design de jóias, prata de lei, porcelana e cristal, são reconhecidos mundialmente, mas talvez a tiffany seja mais conhecida por seus diamantes. O reinado de diamantes da tiffany começou em 1848, quando charles tiffany adquiriu ricas jóias dos aristocratas franceses. Os diamantes, que foram colocados nas montagens da tiffany, marcaram a aparição das maiores pedras nos estados unidos. com esta compra profética, charles tiffany foi coroado “rei dos diamantes” pela imprensa, e a tiffany & co. se estabeleceu como a principal joalheria da américa.
Em 1877, o maior e mais importante diamante amarelo do mundo foi descoberto nas minas de Kimberley, áfrica do sul. a pedra bruta pesava impressionantes 287.42 quilates e foi adquirida pela tiffany um ano depois. depois de um cuidadoso estudo, charles tiffany e o mais importante gemologista da empresa, dr. george Frederick Kunz, concordaram em cortar mais da metade da pedra. cortado e polido, o diamante tiffany - como foi chamado - pesava 128.54 quilates e queimava como um incrível fogo. seu brilho incandescente se deve as suas 90 facetas, 32 a mais do que em um corte tradicional de brilhante. O diamante tiffany estabeleceu um importante precedente de corte a favor do brilho, e não do tamanho, um padrão que a tiffany mantêm até hoje.
Ao escolher e comprar um anel, os casais vêm, há muito tempo, confiando na tiffany & co. para um conselho especializado das diferentes qualidades de alianças de diamantes e como estes fatores afetam o preço. O guia “como comprar um diamante” fornece informações essenciais sobre como os diamantes são classificados, explica a variedade de cravações e estilos, e responde às perguntas mais freqüentes feitas nos balcões de diamantes da tiffany. O guia “como comprar um diamante” está disponível sob pedido na tiffany & co, são paulo (tel. 11 3815-7000). O guia também orienta sobre os quatro fatores que determinam a qualidade do diamante, conhecidos como os 4 c’s:
Corte – se refere aos pequeninhos planos das superfícies, ou facetas, que refletem a luz e deter-minam o cintilante brilho do diamante. um corte com proporções próprias para refletir a luz irá maximizar o brilho, enquanto que um corte para maximizar o tamanho da pedra pode resultar na perda do brilho e do “fogo”.
Cor – os diamantes são classificados em uma escala de cor de d a z. quanto mais “branco” o diamante, maior é sua raridade e valor (neste caso, entenda-se o branco como ausência de cor). a tiffany foi a primeira loja a estabelecer um laboratório de gemas in-house para classificar seus diamantes. Os diamantes da tiffany são classificados de acordo com os padrões do instituto gemológico da américa (gia). na tiffany, só são encontrados diamantes entre as cores d até i (faixas de ausência de cor).
Clarity (pureza) – quanto menor o número de inclusões (cristais diminutos, que podem somente ser vistos com uma poderosa lupa de joalheiro), mais puro é o diamante. para atender aos padrões da tiffany, um diamante precisa ter, no mínimo, a classificação de pureza vs2 (very small inclusions) ou superior, e ser limpo de inclusões.
Carat (quilatagem) – a quilatagem é o padrão de medida de peso do diamante. um quilate corresponde a 100 unidades, conhecidas como pontos. uma grande pedra tem pouco valor se ela perde o brilho, a pureza e o alto grau de cor. a seleção da tiffany inclui pedras a partir de 0,18 quilate até aquelas com mais de 20 quilates. um certificado tiffany de diamante garantindo a pureza, assim como o corte, a cor, e o quilate, acompanha cada anel solitário de diamante.