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Texto: Norioval Mello Jr.
Fotos: Divulgação
Old rave? New wave? A Coo l explica melhor o que está por trás do no vo hype da música dos ano s 2000
A partir, mais uma vez, da Inglaterra, nasceu o new rave, que desde 2006, vem conquistando os clubs, parties e music festivals em escala global. Mistura de electro, disco e punk, o movimento na verdade, é uma reavaliação da cena rave dos anos 90 – as festas clandestinas, o ecstasy, Prodigy, 808 State, e Happy Mondays. É também uma lembrança irônica do new wave dos 80.
Outro forte componente do hype é, claro, a moda em torno. Essa sim totalmente inspirada na cena rave dos anos 90, e onde a idéia é usar tudo o que traga efeitos psicodélicos ao look. Daí a volta de glowsticks, neon, e roupa fluorescente. A última capa da ‘Pop’ é um bom exemplo desse estilo.
A mídia britânica está acompanhando o movimento desde o princípio. Segundo o jornal britânico ‘The Guardian’, “a idéia essencial é voltar ao espírito dos anos pré-britpop, dos teclados, das drogas e festas secretas, só que dessa vez com mais guitarras.”
A mídia americana – assim como a cena club e os charts das mais tocadas – também estão em sintonia com o movimento. Para o Boston Globe, o new rave é “post-punk, recheado de guitarra distorcida, gritos e falsettos, e alusões à literatura de J.G. Ballard, William Burroughs, e Thomas Pynchon.”
Mas se a mídia define o new rave como acidrave, sci-fi, e punk, a opinião de quem fez de fato o estilo ganhar vida dá um outro olhar à história. A página no MySpace da principal banda do movimento diz ‘Psychedelic/Progressive/Pop’.
Essa é a definição do Klaxons, ponto de partida de toda essa história de new rave, que eles começaram a criar desde março de 2006, quando Joe Daniel, fundador da Angular Records lançou os primeiros 500 EP s de ‘Gravity’s Rainbow’, o primeiro single da banda, que faz parte do álbum ‘Myths of the Near Future’.
O álbum, produzido por James Ford, do Simian Mobime Disco, foi lançado em janeiro deste ano, e é uma espécie de coletânea de hits do new rave - cover de dois clássicos do rave, Grace - “It’s Not Over Yet” e “The Bouncer” do Kicks Like a Mule, e “Atlantis to Interzone” são algumas das faixas do álbum que retratam bem esse espírito, que segundo a banda, é de “fun dance party”.
Outro forte ponto de referência do movimento é a revista inglesa NME , que desde o início foi forte divulgadora do Klaxons, e de outros nomes que retratam bem essa geração: New Young Pony Club, Hadouken!, Shitdisco, The Sunshine Underground, Cansei de Ser Sexy, Datarock e Hot Chip. Esses são os nomes que compõem a trilha sonora que já está aí, ou que vai estar logo mais…