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Edição #95

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London

Texto: Maurício de Souza

Fotos: Divulgação

The Dorchester
Hotel

Um monumento histórico
ou uma casa de campo inglesa?

Chegando à porta deste prédio de poucos andares, qualquer pessoa vai se deparar com um homem alto, impecavelmente vestido de fraque e cartola que, elegantemente, lhe abrirá a porta. Com certeza esse homem não é o porteiro de nenhuma casa noturna, mas de um prédio de oito andares chiquérrimo, o lugar preferido de muitas celebridades, monarcas e alto representantes de governos estrangeiros. Esse prédio é o famoso Dorchester Hotel.

A história do Dorchester começou em 1931 quando Sir Malcolm McAlpine e Sir Frances Towle compraram um prédio do século XIX, a antiga Dorchester House e decidiram demoli-la e construir o que é hoje: The Dorchester. O hotel mantém os ares de tradição e elegância. Quando se entra no lobby do hotel, o hóspede vai notar a discrição da recepção e do concierge. O lobby é imponente: todo em mármore, acentuado por colunas de uma cor amarela bem clarinha e umas frisas de ferro bem escuras, é um verdadeiro luxo! Dá a impressão de se estar num lugar bem sólido. E, é essa impressão que os antigos proprietários queriam passar para os seus hóspedes. O hotel foi construído com a intenção de ser moderno e sólido. Tanto é que durante a guerra, muitos aristrocratas procuraram refúgio dentro do hotel. Quando as bombas alemãs caíram na cidade, o hotel não sofreu nenhum tipo de dano. Lady Sybil Colefax e Emerald Lady Cunard, mudaram as festas e os jantares para o hotel, pois na época da guerra os empregados eram escassos. O convite para a festa da Lady Cunard era o mais desejado, pois era grátis.

Vem o momento de continuar a decorar os oitos andares do hotel e Oliver Messel foi chamado. O design que ele adotou foi um motivo floral, bem pastoral. Os corredores e os quartos são de estilo bem camponês. Para quem gosta deste estilo, o Dorchester é o epítome deste tipo de conceito; apesar da modernidade estar presente por todo o hotel. O hotel dispõe de todas as facilidades do mundo de hoje e tem até os chamados “e-butlers”, que são mordomos responsáveis somente para tudo o que seja relacionado à instalação de internet e alta tecnologia. Se o hóspede tiver que conectar o seu laptop e tiver algum problema é só chamar um dos mordomos.

O quarto é super espaçoso com um banheiro todo em mármore de Carrara “arabesque”. A banheira é super profunda. Dá para ficar duas pessoas dentro e os produtos são da casa inglesa Floris, feitos exclusivamente para o hotel. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes: um painel de ferro para aquecer toalhas fica aceso 24 horas. Alguns quartos dão vista para o Hyde Park e outros para o bairro Mayfair, que é um dos bairros mais caros da cidade. O hotel também dispõe de uma boutique onde vários objetos de decoração podem ser comprados. Assim, se o hóspede gostar de um portacinzas de porcelana dentro do quarto, o mesmo pode ser comprado na boutique.

O hotel tem vários restaurantes :
O Gril , O China Tang,
The Promenade e o Krug Rom .

O Grill: é decorado com motivos florais e a cor marcante é o vermelho. Lindas cortinas de veludo de seda vermelha e um enorme bouquet de belíssimas flores vermelho-sangue no centro do restaurante é o que lhe aguarda. O grill é super famoso por ter um excelente”roast beef”, salmão escocês e um carrinho com os melhores queijos ingleses.

China Tang: a decoração é toda em “chinoiserie” com objetos autênticos vindos das casas Sotheby’s e Christie’s. Esse restaurante pertence ao meu favorito David Tang, dono da marca Shanghai Tang. Para quem gosta de comida cantonesa, esse restaurante é o endereço.

The Promedade: é aqui onde se toma café da manhã e o famoso chá da tarde. O Dorchester, nesse ponto, é um fenômeno: vários tipos de geléia e de mel, feitos exclusivamente para o Dorchester, são servidos para o hóspede junto com uma cesta de pães e croissants fresquíssimos assados na padaria do hotel. Os sucos de fruta também são ótimos. Todo o staff do restaurante está vestido em fraque e luvas brancas.

The Krug Room: esse é um pequeno restaurante que deve ser reservado com muita antecedência. O Chef de cozinha praticamente vem até a mesa e discute com o conviva o que este deseja comer no momento. E se for possível, o Chef vai jantar com o hóspede. Através de vidros é possível ver todo o staff trabalhando e preparando o extenso menu. um aspecto que achei super interessante é que o café da manhã pode ser pedido a qualquer hora. Por exemplo, eu tinha acabado de chegar de Hong Kong e estava com o fuso horário todo trocado. é conveniente saber que o hóspede pode pedir café da manhã à noite!

Em relação ao Spa, o hotel tem um maravilhoso, para homens e mulheres, localizado no subsolo. Todo em Art Deco, o Spa é super inglês, sem muito ar de pretensão! Eu fui apresentado a um Spa ainda mais exclusivo que se chama gentlemen’s Tonic. O que é gentlemen’s Tonic? é um salão de beleza só para homens e super discreto, no coração de Mayfair, bem perto do hotel. O salão oferece todo tipo de tratamento, que vai desde o simples corte de cabelo até uma esfoliação corporal. O salão é super moderno com monitores de cristal líquido por todos os lados e cadeiras de couro. Todos os quartos são individuais de modo a preservar a privacidade de cada cliente. O g Tonic oferece toda uma gama dos melhores produtos masculinos de beleza do mundo e tem também a sua própria linha masculina.

Pois bem, o Dorchester é uma mistura de monumento histórico com uma casa de campo, pois, além de tudo, fica bem próximo do Palácio de Sua Majestade e do Hyde Park. é impossível não dar crédito a esse maravilhoso hotel.

Mais informações no www.dorchesterhotel.com ou no telefone + 44 20 76298888 e www.gentlemenstonic.co.uk ou no telefone + 44 20 72974343. As diárias no Dorchester vão de 330 a 3000 mil libras esterlinas.

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