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Texto: Bruna Manzano
Fotos: Nino e divulgação
GuiArquiteto, músico, compositor e
produtor, Gui Boratto iniciou sua
carreira como produtor no setor
publicitário em 1993, porém, apenas
em 2004 passou a dedicar-se
ao seu traba lho autoral, no mercado
europeu de música eletrônica.
Hoje, ele é o maior expoente
da música eletrônica brasileira
no mundo, fazendo parte do seletíssimo “casting” de produtores
e DJ s da Kompak t, tocando com
grandes nomes internacionais,
como Troy Pierce, Guido Schneider,
Richie Ha wtin, Patrick Chardronnet,
DJ T, Michael Mayer, entre
muitos outros.
Como é seu dia-a-dia?
Normalmente eu acordo com minha filhota Valen-tina, de 2 aninhos e meio, tipo 7h, 8h da manhã. tomamos café da manhã, junto com minha mulher luciana, e depois vou pro meu estúdio, que fica em casa. tenho 2 estúdios, um na minha casa, em higienópolis outro maior em moema, mas a grande parte dos meus trabalhos são feitos em casa mesmo. tenho um pequeno break pra almoço, mas normalmente fico o dia todo em frente ao computador produzindo. nos fins de semana, normalmente toco. e tem as viagens também. As vezes fico 1 mês fora do Brasil, em tour, tocando mundo a fora.
O que você mais gosta e o que mais odeia em sua profissão?
O que mais gosto é ser dono do meu próprio nariz. não tenho “chefe”. eu organizo meu próprio tempo. se por um lado, as vezes fico 1 mês trabalhando direto, por outro, posso me dar o luxo de tirar a semana toda de folga. Viajo com minha familia, por exemplo. minha mulher tem uma casa linda em ibiúna. normalmente vamos pra lá. Acho que não tem parte ruim. Apenas quando bate aquele cansaço e é dia de tocar em algum lugar distante, no meio do nosso Brasil.
Qual foi sua melhor viagem?
Acho que cada uma tem sua peculiaridade. mas a última vez que estive tocando na europa, minha mulher luciana ficou uma semana comigo, e pudemos curtir madrid, sevilha e Barcelona com sossego, sem stress, sem compromissos. semana retrasada também foi demais. estava em tour pelos euA com meu amigo michael mayer e a luciana foi me encontrar em nova iorque. tivemos 3 dias maravilhosos. o tempo estava perfeito, tipo 28 graus e nenhuma nuvem no céu.
Qual seu estilo de música predileto?
sempre fui um cara do rock. escuto tudo que lança por aí. Acho que ainda hoje é o estilo que mais gosto de escutar. rock dos 80 e 90, tipo Kiss, led zeppelin, echo & the Bunnymen, jesus and mary chain, stone temple pilots, soundgarden, nine inch nails, depeche mode…tem tantas bandas que eu amo…
Uma pessoa que admira?
Leonardo da Vinci. Vivo? meu pai jorge Boratto e meu sogro roberto Villanova.
Como começou a carreira de DJ e produtor?
Não sou dj. sou produtor apenas. em 1988 ganhei meu primeiro sequenciador. um mc-500mkii. Além de um sampler (ensoniq-eps) e meu primeiro synth (dx-7). A partir daí, nunca mais parei.
O que levou você a se dedicar mais a uma carreira internacional? trabalhei muito pra grandes gravadoras. pra outros artistas e som mais comercial, voltado para as rádios. pra falar a verdade, estava de saco cheio de tudo isso. estava querendo fazer meu som, do jeito que eu queria, sem me preocupar com mercado fonográfico, rádios e tal. Acho que em 2003, após os remixes que eu fiz pro filme “cidade de deus”, é que me deu um estalo.
Você acha que falta espaço para produtores de eletrônico no Brasil? pelo contrário. Acho que é um mercado extremamente carente. fora que o Brasil é um mercado bem grande. As pessoas estão cada vez mais consumindo música eletrônica.
Como você vê a cena de produção e selos no Brasil?
Aqui não existe o culto de compra de singles nem de vinyl. Apenas pra uso profissional. Além de que, não temos uma fábrica de vinyls descente no nosso país. tudo que se tem por aqui é produzido lá fora. e tem o lado da falta de tradição também. existem selos na Alemanha que fazem determinado som há anos. não mudam ou enveredam-se para outros estilos. possuem personalidade, e isso faz com que sejam respeitados e consumidos.
Se você pudesse escolher tocar em algum lugar/club no mundo onde seria?
Acho que todos os clubs e festivais que eu sonhava em tocar já toquei. mutek festival em montreal, demf em detroit, monegros desert festival em fraga-zaragoza, panorama em Berlin, eleven em Amsterdam, d-edGe e skol Beats em sp, cielo em nova iorque…com excessão do festival i love techno em Gent, na Bélgica, que ainda não toquei, mas toco esse ano, em novembro.
Qual é o melhor público do mundo?
Difícil dizer, mas acho que, pro meu tipo de som, Alemanha, portugal, frança e espanha. o Brasil tem o melhor público de todos, mas ainda está começando a entender o som que eu faço.
Como você vê o Chromophobia contribuindo pra sua carreira no Brasil?
Acho que esse meu primeiro albúm está sendo ótimo, primeiramente, pois mostrar para o público, não só o brasileiro, mas em todo o mundo, um lado meu que poucas pessoas conhecem. os meus lançamentos anteriores são basicamente todos volta-dos pra pista, clubs, etc. no álbum pude mostrar coisas mais lentas, pra escutar em casa, no carro, sem ter aquela preocupação de “bombar” a pista. Acho também que o álbum está contribuindo bastante pra que os brasileiros conheçam um pouco mais do meu tabalho.
Que inspirações contribuíram para a composição do Chromophobia?
Acho que tudo que viví, referências dos gloriosos anos 80, elementos de rock, barulhos da cidade, e tudo aquilo que ví, ouvi e tenho como referência.
É possível, no Brasil, sobreviver de música?
Hoje eu vivo exclusivamente de música. Graças ao mercado europeu e americano também. Acho muito difícil viver apenas de Brasil.
Como é possível incentivar novos DJS e produtores?
Acho que isso vem de dentro de cada um. As pessoas não devem atuar numa área que há mais ou menos incentivos, mas que estão nela exclusivamente por amor.
Planos para o futuro?
Estou fazendo um novo projeto. surpresa ainda. não vou assinar com meu nome, mas com um pseudônimo feminino. Aguardem.
O que é ser cool para você?
Ser verdadeiro.
Bárbara BergerTexto: Bruna manzano
Fotos: divulgação
Com apenas 20 anos, a top
Bárbara Berger, da Ford Models,
já foi estrela de campanhas
como Armani e Cori. E na última
semana do circuito fashion
internacional (NY-Milão-Paris)
fez mais de 50 desfiles. De visual
novo foi a top do momento nas
semanas de moda brasileiras.
Bárbara, começou sua carreira há 4 anos, descoberta pela agência Ford. desde o começo obteve destaque na profissão, pois estreou nas passarelas da são paulo Fashion Week somando 17 desfiles. atualmente, fixou residência em nova iorque. define seu estilo como clássico e cool, coisa que não ousamos discordar. a modelo traz no currículo inúmeros desfiles internacionais, entre eles jill stuart, tommy hilfinger, diesel, Boy george, empório armani e editorias para as melhores revistas fashion do mundo, tais como, glamour, Cosmopolitan, Wallpaper, Elle Itália, Elle Brasil, Gioia, Nylon, Marie Claire, Daslu, revista Iguatemi e Vogue Brasil, da qual também foi capa. Fotografou para as lentes de fotógrafos renomados como david sims, jacques dekequer, Bob Wolfenson, andré schiliró, Henrique Gendre, luis Crispino, Gui Paganini, Debby Gran, Daniel Klajmic, entre outros.
Tem como ícone fashion a modelo Luciana Curtis e sua grife preferida é Prada. seus cuidados com a beleza são os mais simples, “hidratar a pele” e, em seu closet, o que não falta é jeans.
Em 2006 foi estrela da campanha da osklen e destaque nas coleções prêt-à-porter da semana fashion em madri-espanha. Fez campanhas para as grifes tng, Colci, Fause haten, Flor, neon, alphorria, smart Bag, revista iguatemi e Claro digital. nada mal para quem tem apenas 20 anos.
Apaixonada pela Big apple, Bárbara sonha em ter o próprio apartamento na cidade. do jeito que a carreira “vai muito bem, obrigada”, logo mais o sonho vira realidade. sobre os elogios rasgados que recebeu no Brasil afirma, “batalhei muito e estou feliz pelo reconhecimento”. aliás, “estar feliz” é o que a top considera ser cool. tão simples e tão cool quanto ela!