- home
- news
- coolmagazine
- cooltv
- coolpodcast
- coolradio
- agenda
- 100 Cool Places
- coolgallery
- cool awards
- coolgirl
- edições anteriores
- coolinks
- contato
- expediente
Texto: Norioval Mello Jr. Fotos: Reprodução
Falar de design nos dias atuais é perceber que a preocupação com as formas, cores e texturas deixou de ser um privilégio restrito ao mundo da decoração, tomou conta dos mais variados níveis do cotidiano e se tornou uma atividade global que permeia o conceito da elaboração de tudo o que o homem cria a partir de sua imaginação.
É nesse espírito que o Cooper Hewitt National Design Museum de Nova Iorque acaba de inaugurar a sua terceira National Design Triennial, exibindo trabalhos de criadores e firmas que revolucionaram o universo das formas no ano de 2006, eleitos por Bárbara Bloemink, Ellen Lupton e Matilda McQuaid, curadoras do museu, mais Brooke Hodge, do Museum of Contemporary Art de Los Angeles. Quem patrocina a expo é a megaloja Target.
O intuito da Triennial esse ano é mostrar ao público como o design se tornou parte da vida social – de um livro de arte a um videogame. A idéia também é diferenciar o design da arte, no sentido em que o design é uma tarefa comunitária, de equipes, ao contrário do processo solitário de criação do artista.
Outro fator que norteou a escolha dos trabalhos que estão em exposição nos três andares do museu é a participação do ‘público comum’ na criação de novas formas e propostas estéticas: nos atuais tempos altamente tecnológicos, as pessoas querem usar as próprias mãos para aplicar suas idéias nos espaços onde vivem, e também na criação de websites, vídeos, e softwares. Daí surge o conceito ‘Do It Yourself’.
Nesse sentido, o design deixou de ter uma conotação utópica e passou a ser muito mais ‘user driven’, ou seja, direcionado pelo e para o público, de acordo com suas preferências, de modo a incentivar a interatividade. Ou seja, hoje as fontes de criação estão abertas e geram um alto grau de consciência do que é o design na vida das pessoas, no seu dia-a-dia. O design hoje, como mostra a exposição, é uma expressão do futuro. A Cool deu o seu giro pela mostra e elegeu seus preferidos.
1. ACCONCI Studio – BROOKLYN, NY
Altamente preocupado com a interação do espectador, vito Acconci, o nome por trás do estúdio, rejeita a idéia modernista do artista autônomo, e ao lado da sua equipe, criou trabalhos que exibem um alto grau de morfismo e elasticidade, como a Mur Island, na Áustria.
2. Joseph Ayer s – Nahant , Massachusets
Ayers é o criador da Robolobster ou Robô-lagosta, expressão máxima da ‘biomímica’, nova corrente da biologia que estuda o ambiente com tecnologias que tentam imitar o formato de seres existentes na natureza a fim de causar o menor impacto possível nos ecossistemas. A robolobster foi criada para detectar poluição ilegal submarina e coletar dados sobre a vida marinha.
3. The Boeing Company - Chicago
Ao criar o 787 Dreamliner, a Boeing está revolucionando o conceito de viagem aérea. Ao empregar materiais como compostos de fibra, plástico e carbono para suas asas e fuselagem, ela está reduzindo o peso do avião e, portanto, aumentando sua velocidade e diminuindo o ruído. Além disso, tais materiais possibilitam maiores janelas e poltronas mais largas.
4. Christopher Douglas – Portland
Douglas, designer autodidata, é o criador da linha knock-Down/Drag-Out de mobília, criada para quem precisa mudar de casa com muita freqüência e precisa de móveis fáceis de carregar. Assim, ele criou toda uma linha, entre mesas, bancos e cadeiras facilmente montáveis e inspiradas no design dos anos 50.
5. Ron Gilad – New York
Objetos funcionais que podem ser desconstruídos são o centro do trabalho de gilad, como as taças de champagne que servem de pedestal para velas e garrafas d’água que viram vasos. seu design também é altamente inspirado por grandes nomes como Ingo Maurer e serge Mouille.
6. Laborat ório da NASA – Califórnia
A exploração espacial também está sendo fonte de novos formatos jamais antes vistos no design, como o robô Lemur, criado pela NAsA com a intenção de enviá-lo a Marte nas próximas missões espaciais. O robô de seis braços tem várias ferramentas, além de luz, câmera de vídeo e peças rotacionais.