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Texto: Maiby Gignon Fotos: Craig O’brian, John Colclasure, Aniz Rasslan, Gabriel Matarazo e André Bianchi/ Red nose
Cool XtremeNatural de Curitiba, paraná, Luigi Cani é pára-quedista há 11 anos. Considerado o homem mais veloz do mundo, atingiu 552 km/h só com a aerodinâmica do corpo, tornando-se recordista mundial em queda livre. além disso, também quebrou um recorde ao voar e pousar com o menor pára-quedas do mundo. parece muito? Cani é o pioneiro na modalidade “swoop”, a categoria mais radical e visível do páraquedismo moderno. e ainda por cima, é o piloto de teste da icarus Canopies, uma das mais avançadas fábricas de pára-quedas que existem. em sua terra natal, Cani realizou seu primeiro salto no aeroclube do bacacheri. “desde criança sempre sonhei que conseguia voar como o super man, ou que eu estava caindo em queda livre de um penhasco ou prédio alto”, contou. e o sonho virou realidade. depois desse dia, ele não parou mais. mudou-se em 1998 para los angeles atrás de qualidade de vida e oportunidades para produção de seus projetos. e hoje, com a ajuda de investidores e produtores, concretiza as idéias malucas que tem desde a infância e as transforma em imagens reais e alucinantes.
TAKE A RISKCani se define como um “profissional do risco”, pois esse é um fator que está presente a todo instante em sua vida. ele viaja o mundo todo captando recursos e desenvolvendo projetos para realizar suas mais inusitadas vontades, sempre nas alturas, claro! e por isso, ele gosta de citar a frase de um grande amigo: “if you want to do amazing things, you will need to take amazing risks in life” (se você quer fazer coisas incríveis, você precisa correr riscos incríveis na vida). quem somos nós para duvidar?
Conhecido por inovar, criar e buscar desafios, o brasileiro atraiu os olhares do discovery Channel e da marca red nose, da qual se tornou o atleta referência. apresentado por andré bianchi, seu manager desde 1999 e atual gerente de marketing da marca, ele representa o espírito “xtreme” que a red nose busca difundir. “a parceria é muito boa, pois conseguimos levar a marca para o mundo de uma maneira única e xtreme”, conta bianchi, que define o pára-quedista, parceiro e amigo como “speed man”. os diversos projetos que o discovery realiza com Cani têm um intuito que muito agrada ao atleta, o de explorar a ciência por traz das ações. “É bem legal para que as pessoas entendam como tudo funciona e o trabalho que existe por traz de uma loucura”. um dos trabalhos mais radicais que o brasileiro realizou junto ao canal americano foi um base jump no grand Canyon. mas não foi um simples base jump. Cani uniu duas paixões para realizar uma das coisas mais divertidas que já fez, segundo ele mesmo. uniu motociclismo e pára-quedismo. em uma pista suspensa de madeira, com apenas 2,4 metros de largura, ele controlou uma moto a 160 km/h, saiu voando para dentro do Canyon, largou a moto em queda-livre e abriu seu páraquedas. “foi como se eu tivesse meu próprio parque de diversões. melhor, só se tivessem mais motos para fazer novamente”. apesar de tantos riscos e tantas loucuras premeditadas, Cani afirmou que sente medo: “sim, sempre tenho medo. mas existe algo melhor do que se superar?” para ele, o medo é fundamental para preparar-se antes de uma ação.
Hoje, a qualidade de vida que ele adquiriu ao transformar sua paixão em profissão rentável, vivendo fora do padrão imposto pela sociedade, é o que mais o motiva. mas nem sempre foi assim. muitas vezes luigi pensou em desistir, pela dificuldade de conseguir reconhecimento e confiança em seu trabalho.
apurosEm 2002, Luigi Cani passou por momentos muitos difíceis nos alpes suiços. após colidir em um penhasco ao norte da montanha eiger (um dos aclives mais difíceis do mundo), com um pára-quedas de alta performance, ele teve que se arrastar machucado, há uma temperatura de 20 graus negativos, até um ponto em que o helicóptero pudesse efetuar o resgaste. “quase morri. fiquei muito tenso, com muito medo, muito frio e muita dor. mas esse incidente me ensinou muito, principalmente como respeitar, estudar e entender melhor a mãe natureza”, contou o pára-quedista. incansável, Cani, que também é produtor e agente de esportes, já está cheio de novos projetos. quer saber as próximas loucuras? “mês que vem estou indo ao brasil para saltar de um helicóptero com equipamento de base jump. e passar voando, em queda livre, ao lado do Cristo reden-tor, no rio de Janeiro”.
Haja fôlego e disposição para acompanhar o moço! quem se arrisca?