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Texto: Daniel Messeder Fotos: Divulgação
Jaguar C-XF
Em um mundo que prefere o iPod ao tocadiscos, o e-mail ao invés da carta e onde ninguém quer ser parecido com os pais, a tradição por si só não é suficiente para vender produtos. Que o diga a Jaguar, com seus sedãs conservadores que não conseguem fazer frente aos concorrentes alemães, como Audi, BMW e Mercedes. Mas a marca inglesa está disposta a mudar esse cenário. Com este carro que você vê agora, o C-XF, a Jaguar pretende aliar tecnologia e design à tradição que ela possui. O C-XF ainda é um conceito, mas esqueça as rodas grandes, a suspensão rebaixada, alguns exageros de estilo e… pronto, você está vendo como será o substituto do Jaguar S-Type. Com o nome de XF, o sedã deverá ser apresentado no Salão de Frankfurt, ainda neste ano, e chegará às lojas em 2008.
O interior ainda é de carro-conceito, com farto uso de alumínio, bancos minimalistas, acabamento em fibra de carbono e iluminação azulada, porém, ele já aponta o fim de outro tradicionalismo: o excesso de madeira no interior. No carro de produção, ela estará apenas nas portas e no console central. E é certo que haverá opções mais esportivas de acabamento, como aço escovado, por exemplo. Apesar disso, não pense que a Jaguar está jogando sua história no ralo. Segundo o departamento de design da marca, o C-XF tem elementos que fizeram os carros da marca se tornarem referência no passado, mas agora com uma filosofia mais moderna. Daqui para frente, todos os quatro portas da marca serão sedãs esportivos. Isso fica claro no estilo do C-XF, com sua dianteira pra lá de agressiva (repare bem no formato dos faróis), a linha do teto baixa e a traseira curta, como um Mercedes CLS. A esportivi-dade também estará presente nos motores, claro. O carro-conceito está equipado com o propulsor 4.2 V8 Supercharged de 400 cv, o mesmo da versão mais brava do atual S-Type. Pelo visto, foi o pouco que sobrou da “velha” Jaguar.
Chevrolet Camaro Convertible
Ainda nem lançou o novo Camaro e a Chevrolet já apresentou como será sua versão conversível, prevista para chegar ao mercado em 2009, poucos meses após o cupê. Como o carro original, mostrado há pouco mais de um ano, o Camaro Convertible foi buscar inspiração no modelo de 1969, do qual trouxe até a cor laranja semelhante. As linhas são as mesmas do cupê, com grade proeminente, pára-lamas destacados e lanternas duplas na traseira, que possuem LED´s em vez de lâmpadas comuns. A maior diferença fica por conta da capota, que é de tecido e fica guardada sob uma cobertura simples quando baixada. O bocal do tanque lembra o de carros de corrida.
O Camaro Convertible repete as medidas do cupê: 4,73 metros de comprimento, 2,02 m de largura e altura de 1,34 m. As rodas são de 21 polegadas na dianteira, com pneus 275/30, e aro 22 na traseira, que vestem pneus 305/30. Na cabine, o tom predominante é cinza claro — ou platinum, segundo a Chevrolet. A cor está presente até no revestimento dos bancos, que são forrados de couro e têm detalhes de Alcântara, uma espécie de camurça. Outro destaque do interior é o painel de instrumentos, também inspirado no Camaro das antigas. Na parte mecânica, porém, nada de tradicionalismos. O moderno conjunto inclui suspensões independentes, tração traseira, câmbio manual de seis marchas e um motor 6.0 V8 de 400 cv. Tudo para encarar o Ford Mustang e o futuro Dodge Challenger. Esta briga promete!
Rolls Royce Phantom Drophead Coupe
Em nome da praticidade, conversíveis com capota de lona estão dando lugar aos chamados CC, ou coupé-cabriolet, carros com capota rígida retrátil — como o Peugeot 206 CC, por exemplo. Mas essa modernidade não foi aceita pela tradicional Rolls Royce. Seu novo “sem teto”, o Drophead Coupe, traz a convencional capota de tecido, que nas palavras da marca é mais “romântica”. Claro que não se trata de uma simples capota de tecido: além de ser a maior de todos os conversíveis em produção, ela tem nada menos que cinco camadas de revestimento, para filtrar o ruído e o calor. E não é para menos, pois as previsões apontam que quando o carro for lançado, no próximo verão do hemisfério norte, ele será o conversível mais caro do mundo — cerca de US$ 400 mil nos Estados Unidos.
Além da liberdade de poder rodar com os cabelos ao vento, o dono de um Drophead terá outras comodidades. Derivado do sedã Phantom, o carro tem todo o luxo e requinte que se esperam da marca britânica em seu interior. Basta ver os bancos e as portas forrados em couro creme, a farta utilização de madeira de lei no painel e o acabamento impecável. Para chegar ao interior, que acomoda quatro pessoas, nada de portas comuns. No Drophead elas abrem ao contrário, no estilo “suicida”. Por falar em estilo, o conversível manteve o clássico formato dos Rolls, com linhas retilíneas e poucas ousadias. A maior modernidade do design aparece nos faróis, com formato inovador — e estranho. Mas tudo bem, o que importa no visual desse carro é estatueta cromada acima da grade.
Ford Interceptor
A Ford parece ter se inspirado no sucesso do Chrysler 300 C para desenvolver o Interceptor, apresentado por enquanto como carroconceito. A proposta é bem semelhante: um sedã grande com tração traseira e motor V8 potente a um custo acessível — para os norte-americanos, é claro. Construído sobre a plataforma do Mus-tang, o sedã tem linhas retilíneas e imponentes, pequena área envidraçada e rodas aro 22. Na dianteira, ele exibe a grade em três lâminas que tem se tornado marca registrada da Ford — vide o Fusion. “O Ford Interceptor combina uma atitude firme com a elegância esportiva dos sedãs Ford dos anos 1960”, afirmou Peter Horbury, diretor executivo de design da marca para as Américas. O Interceptor pode virar realidade em breve, mas, enquanto carro-conceito, o sedã é equipado com um motor V8 de 5.0 litros da Ford Racing, derivado do 4.6 que pulsa sob o capô do Mustang, e usa um câmbio manual de seis marchas. Movido a E85 (85% etanol e 15% gasolina), o motor entrega 400 cv para o eixo traseiro rígido despejar no chão. Além desta atração, o Interceptor inova na segurança: traz cintos de quatro pontos para todos os ocupantes e que, na traseira, se inflam para aumentar a área de retenção em caso de acidentes. A Ford acredita que esse pode ser um caminho para uma nova geração de cintos de segurança.